O julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024, foi interrompido por uma troca de provocações entre advogados de defesa e o promotor da acusação. O bate-boca ocorreu após uma provocação do promotor Rodrigo Merli Antunes.
Um dos defensores chegou a deixar a área reservada e se aproximou da porta do auditório, sob protesto. A discussão envolveu ainda o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que pediu que Antunes evitasse transitar próximos aos advogados.
Estão no banco dos réus
Dênis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva respondem como atiradores e motorista do carro de fuga no atentado. Eles negam participação no crime e afirmam que as provas foram forjadas pela acusação.
Detalhes do caso
A promotoria baseia a acusação em dados de antenas de telefonia, usados para situar os policiais na cena do ataque. Defesas contestam exames de material genético e outros elementos periciais. Três suspeitos permanecem foragidos.
Situação processual
Mesmo réus no mesmo processo, Kauê do Amaral Coelho, Emílio Carlos Gongorra Castilho e Cigarreira não terão julgamento definido, entre eles o segundo e o terceiro já saíram do país. Didi, foragido, deve ser julgado separadamente em data ainda não marcada.
Contexto do crime
A motivação, segundo a polícia, envolvia vingança e prejuízo financeiro. Gritzbach era acusado pelos PCC de involvement no desaparecimento de cerca de US$ 100 milhões de Cara Preta, traficante morto em 2021. Gritzbach negava participação, mas admitia lavagem de dinheiro.
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