Keir Starmer anunciou nesta segunda-feira a renúncia do cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. O líder do Partido Trabalhista confirmou a decisão após quase dois anos no poder, em meio a crises éticas, econômicas e de popularidade. O substitution deverá assumir até setembro.
A vitória de 2024 do Trabalhismo, com mais de 410 cadeiras, assegurou a maioria parlamentar sem necessidade de coalizões. Foi um resultado raro na Europa, considerado um retorno à estabilidade após anos de instabilidade no Reino Unido, que teve cinco primeiros-ministros em uma década.
Apesar da vitória expressiva, a gestão de Starmer fraqueou pela economia estagnada, cortes de subsídios a idosos e aumento de impostos. Revelações sobre presentes de doadores, incluindo itens de luxo e ingressos para shows, também irritaram eleitores. Em fevereiro de 2026, a renúncia do chefe de gabinete abalou ainda mais a imagem do governo.
Transição de poder tranquila
Starmer afirmou ter conversado com o rei Charles III e que a transição deve ocorrer de forma ordeira. Indicações de nomes para o substituto devem começar em 9 de julho. O premiê disse que permanecerá no cargo até o fim da disputa e apoiará plenamente o futuro líder do partido.
No fim de maio, o jornal The Observer indicou a possibilidade de renúncia, apontando que a posição não era mais sustentável após reuniões com ministros, assessores, doadores e líderes sindicais. A saída abre caminho para o sétimo chefe de governo em dez anos no país.
Como será escolhido o sucessor?
Para concorrer, o candidato precisa de apoio de 20% dos membros do Parlamento Trabalhista, o que hoje corresponde a 81 parlamentares. Também é preciso respaldo das organizações de base e de sindicatos. Se apenas um candidato alcançar esse quórum, ele assume sem disputa. Caso haja mais de um, a escolha ocorre por voto entre todos os membros e afiliados.
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