O julgamento dos três policiais militares acusados de matar o empresário Antonio Vinicius Gritzbach, de 35 anos, e o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, de 41, foi cancelado às 19h desta segunda-feira, 22, pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da Vara do Júri de Guarulhos. A decisão veio após a defesa dos réus abandonar o plenário.
Embate entre defesa e acusação dominou o dia, com eleven horas de sessão marcada por confrontos sobre as provas apresentadas pela acusação. Os advogados alegaram desrespeito e chegaram a ameaçar deixar o julgamento ao longo da tarde.
A saída dos jurados ocorre após discussões com a promotoria sobre depoimentos das testemunhas de acusação. A defesa sustenta que houve questionamentos relevantes às provas e pediu reavaliação do material.
Com o encerramento do júri, o juiz informou que uma nova data será marcada para prosseguir com o processo. A decisão gerou revolta entre familiares das vítimas, que acompanham o caso com expectativa de esclarecimento.
Os réus permanecem presos: o soldado Ruan Silva Rodrigues, o cabo Denis Antônio Martins e o tenente Fernando Genauro da Silva. A defesa já sinalizou a intenção de ingressar com novo habeas corpus para tentar a soltura.
A secretaria do fórum informou que o esquema de segurança foi reforçado no Fórum de Guarulhos para o julgamento do caso, conhecido como caso Gritzbach, acompanhando a suspensão do júri.
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