O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta segunda-feira (22), as chamadas canetadas do STF, destacando decisões monocráticas que, na visão dele, geram insegurança jurídica e afastam investimentos no Brasil, nacionais e estrangeiros. O comentário foi feito durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.
Segundo o pré-candidato, mudanças unilaterais do STF podem desfazer decisões do Congresso, o que ele vê como prática prejudicial ao ambiente de negócios. A posição dele reforça a crítica à atuação da Corte e à condução de temas eleitorais por magistrados.
Flávio afirmou que o STF hoje parece uma delegacia mais do que uma corte constitucional, citando interferência em candidaturas e decisões vinculadas ao processo eleitoral como exemplos. Ele destacou a consequência econômica dessa insegurança jurídica.
O senador apresentou ainda propostas de simplificação burocrática para o empreendedor, defendendo a redução de licenças e procedimentos de controle que, segundo ele, oneram quem pretende investir e gerar empregos no país. A ideia inclui maior eficiência na gestão regulatória.
Em segurança pública, Flávio sinalizou que classificar organizações como criminosas de alto risco, como o CV e o PCC, seria uma prioridade, com foco em endurecimento de medidas penais e controle territorial. Ele também discutiu a ampliação de vagas em presídios.
O plano econômico aborda revisão da reforma tributária, privatizações parciais de estatais — incluindo ativos da Petrobras — e reorganização do setor energético. Daniella Marques, cotada para ministro da Fazenda, acompanhou o pré-candidato no evento.
Encontro de presidenciáveis
O evento da CNI reuniu três pré-candidatos: Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, com participação de líderes industriais. Lugares como Lula e Renan Santos foram convidados, mas não compareceram.
O material distribuído no encontro, intitulado Construindo o Brasil 2050, apresenta propostas de macroeconomia, indústria, inovação, energia, infraestrutura e segurança jurídica, entre outros temas.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a necessidade de uma agenda pró-crescimento baseada em três pilares: crescimento macroeconômico estável, desenvolvimento produtivo e redução do chamado Custo Brasil para elevar a competitividade.
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