O pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a defender a classificação de milícias como organizações terroristas. O pronunciamento ocorreu em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (22/6) em Brasília. Ele disse que, em eventual governo, adotará essa designação para o PCC e o CV no Brasil.
O senador criticou o atual presidente Lula por não apoiar a classificação pelo governo dos EUA. O tema ganhou repercussão após o decreto americano de maio que incluiu PCC e CV entre organizações terroristas, medida rejeitada pela realidade brasileira, segundo o Palácio do Planalto.
Flávio Bolsonaro apresentou o programa Brasil Sem Medo, com 12 medidas para a segurança pública. Entre as propostas está aumentar a punição para narcoterroristas e ampliar a repressão a organizações criminosas, segundo o senador.
Propostas de segurança pública e cenário político
O senador afirmou que pretende abrir 500 mil vagas adicionais em presídios caso assuma o governo. Ele citou a necessidade de afastar criminosos da circulação e citou a audiência de custódia como ponto de vulnerabilidade jurídica.
No discurso, atribuiu grande parte dos crimes a um grupo de pessoas que acusou de ter leis brandas, apontando a audiência de custódia como uma porta giratória para criminosos. Ele não detalhou cronogramas oficiais para as medidas.
Durante a fala, Flávio Bolsonaro mencionou ainda um sistema de georreferenciamento utilizado em São Paulo para evitar novos casos de violência contra mulheres. Segundo ele, a ferramenta acionaria viaturas assim que o agressor se aproximasse da vítima.
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