A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a operação de busca e apreensão realizada na residência dele na última semana. A ação envolve decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a operação a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Wagner nega qualquer ligação com irregularidades associadas ao Banco Master, alvo de investigações.
Segundo os advogados, a ação violou direitos do parlamentar, foi realizada sem fundamentação adequada e demonstrou abuso de autoridade. A defesa busca a suspensão dos efeitos da decisão de Mendonça e proteção aos direitos do senador, alegando desproporcionalidade na medida.
Wagner, que lidera o governo Lula no Senado, afirma não haver provas que o vinculem às investigações. Afirma ainda que a operação foi uma manobra para prejudicar sua imagem. O caso permanece em análise no STF, com decisão sobre a liminar aguardada nos próximos dias.
Situação no STF
A defesa sustenta que a atuação afrontou prerrogativas parlamentares e o devido processo legal. O MPF sustenta a necessidade da diligência para esclarecer possíveis desvios envolvendo o Banco Master. A análise do STF deve definir se a liminar solicitada será deferida ou não, mantendo a tramitação sob sigilo até o desfecho.
A autoridade envolvida na autorização foi o ministro André Mendonça, conforme relato da defesa. A Procuradoria argumenta que houve fundamentação suficiente para a execução da busca, baseada em elementos que apontam para irregularidades. A decisão final ainda não foi anunciada pela Corte.
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