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Jaques Wagner recorre ao STF para anular operação da PF sobre Banco Master

Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular busca da PF, sustentando erros graves e que o senador jamais atuou para beneficiar o Banco Master

Jaques Wagner - (crédito: Carlos Moura/Agência Senado)
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Jaques Wagner recorreu ao STF para anular decisão que autorizou buscas e apreensões em operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). A defesa afirma que a decisão trouxe erros graves que comprometem a medida, ocorrida na última semana.

Segundo a PF, Wagner seria o principal beneficiário de vantagens associadas a integrantes do Banco Master, com indícios de atuação do parlamentar em temas ligados ao crédito consignado, ao FGC e à compra do banco pelo BRB. A investigação envolve também a relação com Augusto Lima, ex-sócio de um dos sócios do banco.

A defesa formalizou recurso ao STF nesta segunda-feira (22/6), alegando que Wagner jamais atuou para favorecer o Banco Master no Congresso. Entre as bases, está a afirmação de que a única emenda apresentada pelo parlamentar visava limitar juros e ampliar proteção aos consumidores, o que contrariaria interesses da instituição financeira.

Controvérsias sobre as ações do parlamentar

A defesa sustenta que Wagner votou contra a chamada Emenda Master, apresentada por outro senador, o que reforça a ideia de atuação independente do parlamentar. O texto oficial cita que o relator da proposta afirmou não ter sido procurado pelo líder do governo para tratar do tema.

A apreensão de recursos em espécie também é contestada. Nas buscas, a PF recolheu US$ 49 mil (aprox. R$ 253 mil) em um quarto do hotel Brasília Palace, onde Wagner costuma ficar. Também foram encontrados 33,5 mil euros e US$ 6,1 mil em um imóvel em Salvador.

Segundo os advogados, a origem dos valores é lícita: parte corresponde a diárias declaradas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte resultaria de operações legais com a instituição financeira, com registro regular. O Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão dos bens.

A defesa pede que o STF reconheça equívocos na autorização de buscas e determine a anulação do ato. Os advogados reforçam que estão confiantes na correção do tribunal e na tranquilidade quanto à conduta do senador.

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