O Kneecap celebrou publicamente a renúncia de Keir Starmer ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido. A confirmação ocorreu nesta segunda-feira, 22, em meio a um contexto político conturbado no país. O anúncio foi feito pelo grupo através das redes sociais, sem cerimônias.
A banda da Irlanda do Norte, conhecida por letras em irlandês e postura política contundente, manteve um histórico de embates com o líder britânico. Em publicação recente, o Kneecap manifestou entusiasmo pela saída de Starmer e lembrou uma entrevista antiga na qual o político chamou a banda de intolerável.
Starmer deixou o cargo menos de dois anos após assumir a liderança do governo. O desgaste atendeu a crises econômicas internas e a derrotas do Partido Trabalhista em eleições locais, ampliando o cenário de instabilidade na coalizão liderada pelo premiê interino.
Contexto e desdobramentos
O atrito entre Kneecap e Starmer ficou marcado após o then premiê classificar a participação do grupo no festival Glastonbury como inadequada. O episódio teve repercussões no debate público sobre liberdade de expressão cultural e segurança de shows.
Mo Chara, integrante da banda, enfrentou acusações ligadas à exibição de uma bandeira associada ao Hezbollah e a manifestações pró-Palestina durante apresentação em Londres, o que intensificou a pressão para que a BBC atrasasse a transmissão do show.
Apesar das críticas, o Kneecap se apresentou no festival, desfazendo-se de qualquer cessação de atividades. Durante a apresentação, a banda criticou as políticas do então premiê e as ações militares de Israel na Faixa de Gaza, em linha com o tom político habitual do grupo.
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