Auxiliares e aliados do senador Flávio Bolsonaro avaliam que decisões recentes do STF sinalizam disposição de ministros para contornar regras eleitorais e potencialmente dificultar a disputa com Lula. O temor remete a tensões que marcaram 2022, quando Bolsonaro e apoiadores apontaram interferência da Justiça Eleitoral no resultado.
Flávio repete acusações de desequilíbrio do pleito de 2022, atribuídas à então atuação da Justiça Eleitoral. A mesma linha de pensamento foi destacada pelo coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, o que motivou encontros com o presidente do STF, Edson Fachin, para pedir equilíbrio institucional.
Integrantes da avaliação interna asseguram que a Primeira Turma do STF, cuja composição inclui ministros considerados adversários ao bolsonarismo, pode reduzir a atuação do TSE no pleito de outubro. A ala interna do Supremo analisa atuar como instância revisora de decisões do TSE para enfrentar a gestão de Kassio Nunes Marques.
A Folha mostrou que o grupo tem pressa em consolidar uma posição. O objetivo é evitar que o STF crie precedentes considerados perigosos para a democracia e para a legitimidade do processo eleitoral. Flávio esteve em reunião com Fachin, acompanhado de assessores próximos.
Pacote de ações defendidas aponta para que o STF seja mais cuidadoso ao lidar com casos eleitorais que envolvam o TSE. No encontro, o senador defendeu a autonomia da Justiça Eleitoral e cobrou isenção dos magistrados na disputa, propondo que conflitos eleitorais sejam tratados no âmbito do TSE.
Ao longo de 2022, Bolsonaro e aliados lançaram críticas sobre o que chamaram de desequilíbrios no sistema eleitoral, associando-os a decisões da Justiça Eleitoral que teriam impactado a contagem de votos. As discussões de 2024 retomam esse tema, com novos argumentos de neutralidade institucional.
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