O ex-presidente Jair Bolsonaro depõe nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal, no âmbito de um inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz. A oitiva está marcada para as 15h e será realizada na casa de Bolsonaro, em Brasília. A diligência ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e não por videoconferência.
A investigação busca esclarecer como a arma terminou no veículo de um militar do Exército que conduzia um carro do GSI sem documentação válida. A defesa de Bolsonaro confirmou que a arma pertence ao ex-presidente e que houve falha no equipamento, levando ao envio para reparo.
A Polícia Civil do DF enviou equipe com delegado e agentes para colher informações. A defesa do ex-presidente poderá acompanhar a oitiva a partir das 14h, com orientação para não ter tempo limite de atuação. A apuração pode gerar desdobramentos ao longo do inquérito.
O que está em jogo na oitiva
Segundo a CNN, os investigadores querem saber quem entregou a arma ao militar, quando ocorreu a entrega e qual foi o motivo. O inquérito tramita na esfera distrital, com possível encaminhamento ao STF caso haja necessidade de envio de material. Ainda não há prazo definido para o encerramento da investigação.
Em 15 de junho, a PM apreendeu a arma durante a blitz em Brasília, constatando registro no nome de Bolsonaro. O militar Estácio Leite da Silva Filho afirmou que levaria a pistola para reparo e que a arma seria devolvida ao proprietário.
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