Michelle Bolsonaro afirma que Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos foi elaborada e apresentada pelo governo Bolsonaro, apesar de o lançamento ter ocorrido durante a gestão Lula. A publicação ocorreu após críticas de apoiadores da base bolsonarista nas redes sociais.
A ex-primeira-dama disse que a pauta está acima de ideologias e partidos. Segundo ela, a medida foi apresentada no governo anterior, mas uma ação judicial adiou a efetivação para além de 2022, quando houve a troca de governo.
Ela também citou a aprovação da Lei Amália Barros, sob autoria de Rogério Carvalho, como exemplo de posição favorável a defender políticas públicas independentemente de quem apresentou o projeto. As declarações ocorreram após críticas de militantes bolsonaristas, que chegaram a mencionar traição.
Contexto da polêmica
Michelle garantiu que os benefícios da nova política devem privilegiar a comunidade surda, não o autor do projeto. A ex-primeira-dama relembrou que a Lei Amália Barros reconhece deficiência sensorial por visão monocular, ampliando direitos associados.
A pauta gerou desentendimentos públicos entre Michelle e parte da base bolsonarista, que acusou-a de traidor e associou-a a cenas envolvendo o PT, segundo coberturas de veículos nacionais. A discussão se intensificou após ela divulgar o reconhecimento ao programa.
Desdobramentos políticos
Após o episódio, Michelle se reuniu com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e decidiu deixar a coordenação do PL Mulher. A movimentação reforça a turbulência interna no partido em meio a críticas à estratégia de comunicação em torno da pauta.
O caso segue sob acompanhamento de veículos que cobriram os desdobramentos, incluindo reportagens de CNN Brasil e outros veículos, com foco em como a base do ex-presidente reage a decisões que vinculam a política a governos distintos.
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