A crise climática tem impacto direto nas cidades brasileiras. O Plan Clima do governo federal estabelece a meta de 35% dos municípios com estratégias de adaptação até 2035. Entretanto, apenas 13% das cidades têm planos publicados, segundo avaliação da Transparência Internacional Brasil.
Essa distância entre planejamento e realidade aponta para um desafio de gestão e participação social. Decisões sobre território ocorrem com pouca participação da população que enfrenta vulnerabilidade, diz o estudo.
Historicamente, as respostas a enchentes e estiagens privilegiaram obras de drenagem e impermeabilização. Hoje, especialistas defendem soluções que preservem áreas verdes e bacias hidrográficas como diretrizes obrigatórias.
A adaptação climática não é apenas infraestrutura. Ela envolve justiça social, pois áreas pobres concentram saneamento deficiente e moradias de risco. Sem inclusão, a resiliência fica incompleta.
A discussão envolve conhecimento técnico, acadêmico e diretrizes. O gargalo está na transformação dessas propostas em orçamento e vontade política, de forma permanente.
Administradores não podem adiar ações voltadas à emergência climática, mesmo sem resultados imediatos no mandato. Inação custa vidas e prejudica a economia.
Especialistas, pesquisadores, movimentos sociais e cidadãos precisam se unir para cobrar soluções duradouras. A adaptação climática exige protagonismo público e fiscalização.
O futuro das cidades depende de quão prioritário é esse tema para o país. O Brasil tem potencial de adaptação, mas precisa agir com prioridade nas políticas urbanas.
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