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Brasil diz que EUA querem “interferir na eleição” após revogação de visto

Governo diz que justificativas "são falsas" e que medida faz parte de uma "escalada hostil" do governo Trump

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante declaração conjunta à imprensa com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 9 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado
Presidente Lula. | REUTERS/Adriano Machado

O governo brasileiro reagiu nesta terça-feira (4) à decisão dos Estados Unidos de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como “hostil”, rejeitou as justificativas apresentadas por Washington e afirmou que elas são “falsas”.

A manifestação ocorre após o Departamento de Estado dos EUA anunciar a alteração do visto da diplomata, alegando demora do Brasil em conceder o agrément, aprovação formal para a indicação do novo embaixador norte-americano em Brasília, e a negativa de vistos a funcionários do governo americano.

O Planalto afirmou que a decisão anunciada pelos Estados Unidos “não é um fato isolado”, mas faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com a relação histórica entre os dois países. O governo brasileiro também declarou considerar “óbvio” o interesse de interferência na próxima eleição presidencial.

O governo brasileiro reagiu nesta terça-feira (4) à decisão dos Estados Unidos de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como “hostil”, rejeitou as justificativas apresentadas por Washington e afirmou que elas são “falsas”.

O Planalto afirmou que a decisão anunciada pelos Estados Unidos “não é um fato isolado”, mas faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com a relação histórica entre os dois países. O governo brasileiro também declarou considerar “óbvio” o interesse de interferência na próxima eleição presidencial.

A manifestação ocorre após o Departamento de Estado dos EUA anunciar a alteração do visto da diplomata, alegando demora do Brasil em conceder o agrément, aprovação formal para a indicação do novo embaixador norte-americano em Brasília, e a negativa de vistos a funcionários do governo americano.

+ EUA cancelam visto da embaixadora do Brasil em Washington

Na resposta, o governo brasileiro afirmou que o processo de concessão de agrément é sigiloso, conforme estabelece a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, e destacou que não há prazo previsto no direito internacional para a aprovação do pedido. Segundo a nota, o governo dos EUA tornou público o nome de seu indicado antes mesmo da apresentação formal do pedido de aprovação ao Brasil.

Sobre a recusa de vistos a dois funcionários norte-americanos, o Planalto afirmou que a decisão ocorreu porque eles pretendiam viajar ao país para “colocar em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro”, em uma tentativa considerada “inaceitável” de interferência no processo político nacional.

+ Lula confirma negativa de visto a autoridades dos EUA

O governo também lembrou que continuam em vigor sanções individuais impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras, incluindo o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do primeiro escalão do Executivo, sob a justificativa de suposta perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda de acordo com a nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou reverter essas medidas durante encontro com o presidente Donald Trump, em Washington, realizado em maio deste ano, mas sem sucesso.

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente. Em linha com sua tradição diplomática, o governo brasileiro se opõe à lógica de confrontação e reitera a defesa do diálogo e da negociação em todas as suas relações internacionais”, disse o governo.

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