Nas eleições de 2026, cerca de R$ 4,9 bilhões serão distribuídos entre 30 partidos políticos por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral.
Nas eleições de 2026, cerca de R$ 4,9 bilhões serão distribuídos entre 30 partidos políticos por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral. Os recursos são públicos e destinados ao financiamento das campanhas dos candidatos que disputarão os cargos de presidente da República, governador, senador e deputado federal, estadual ou distrital.
O valor destinado ao fundo neste ano representa um aumento de cerca de 188% em relação a 2018, primeiro ano de vigência do FEFC, quando foram destinados aproximadamente R$ 1,7 bilhão às campanhas.
+ Justiça determina cumprimento de sentença que suspende direitos políticos de Garotinho
A criação do Fundo Eleitoral ocorreu em 2017, por meio da Lei nº 13.487, dois anos após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir as doações de empresas para campanhas eleitorais.
Em 2015, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4.650, apresentada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Corte considerou inconstitucionais as doações empresariais ao entender que elas ampliavam a influência do poder econômico sobre as eleições. Com a proibição, os recursos públicos passaram a ter um papel central no financiamento das campanhas.
+ Hugo Motta declara apoio à reeleição de Lula nas eleições de 2026
O dinheiro do FEFC é distribuído primeiro entre os partidos, que posteriormente definem como os valores serão repassados às candidaturas. Dos R$ 4,9 bilhões disponíveis em 2026, 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto outros 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
Além disso, 48% dos recursos são distribuídos de acordo com o número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados, enquanto os 15% restantes consideram a representação dos partidos no Senado Federal.
Como resultado desses critérios, a distribuição do dinheiro não é igual entre as legendas. O Partido Liberal (PL) terá a maior fatia do Fundo Eleitoral em 2026, com cerca de R$ 881,7 milhões. Na sequência aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526,2 milhões. Juntos, os três partidos concentram aproximadamente 40% do total distribuído pelo fundo.
Veja quanto cada partido receberá do Fundo Eleitoral em 2026:
1. PL — R$ 881 milhões
2. PT — R$ 615 milhões
3. União Brasil — R$ 526 milhões
4. PSD — R$ 421 milhões
5. PP — R$ 417 milhões
6. MDB — R$ 400 milhões
7. Republicanos — R$ 348 milhões
8. Podemos — R$ 246 milhões
9. PDT — R$ 169 milhões
10. PSB — R$ 152 milhões
11. PSDB — R$ 147 milhões
12. Psol — R$ 131 milhões
13. Solidariedade — R$ 88 milhões
14. Avante — R$ 72 milhões
15. PRD — R$ 71 milhões
16. PCdoB — R$ 60 milhões
17. Cidadania — R$ 60 milhões
18. PV — R$ 45 milhões
19. Novo — R$ 37 milhões
20. Rede — R$ 35 milhões
21. Unidade Popular — R$ 3,3 milhões
22. PSTU — R$ 3,3 milhões
23. PRTB — R$ 3,3 milhões
24. PCO — R$ 3,3 milhões
25. PCB — R$ 3,3 milhões
26. Mobiliza — R$ 3,3 milhões
27. Missão — R$ 3,3 milhões
28. Democrata — R$ 3,3 milhões
29. DC — R$ 3,3 milhões
30. Agir — R$ 3,3 milhões
Total: R$ 4,9 bilhões
*Valores arredondados
Entre na conversa da comunidade