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Renan Santos abre campanha se apresentando como alternativa para a direita

Candidato do Missão atacou Lula, defendeu endurecimento contra facções e mirou o segundo turno

No centro de São Paulo, Renan Santos (Missão) convoca militância para guerra política
No centro de São Paulo, Renan Santos (Missão) convoca militância para campanha (Reprodução/Renan Santos no YouTube)

Renan Santos (Missão) iniciou neste domingo (16), no centro de São Paulo, sua campanha à Presidência da República. O ato, realizado no Largo São Francisco, teve como mote “O Futuro É Glorioso” e reuniu lideranças do partido, apoiadores e aliados políticos. O candidato tem como vice o tenente-coronel Aroldo Medina (Missão), anunciado pela legenda para […]

Renan Santos (Missão) iniciou neste domingo (16), no centro de São Paulo, sua campanha à Presidência da República. O ato, realizado no Largo São Francisco, teve como mote “O Futuro É Glorioso” e reuniu lideranças do partido, apoiadores e aliados políticos.

O candidato tem como vice o tenente-coronel Aroldo Medina (Missão), anunciado pela legenda para compor a chapa presidencial. No palco, também estiveram o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o influenciador Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei.

Durante o ato, Renan Santos fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao governo federal e ao sistema político. O candidato afirmou que o Brasil passou de “país do futuro” a um “país de zumbis” e disse que o país vive uma situação de derrota.

Renan também chamou o evento de Lula em São Bernardo do Campo de “farsesco” e acusou o PT de ter oferecido algo em troca pela presença de apoiadores.

No discurso, Renan convocou apoiadores a levarem o Missão ao segundo turno. Ele também defendeu a soberania nacional a partir da exploração de terras raras e colocou a segurança pública no centro da campanha.

Além disso, Renan também criticou Flávio Bolsonaro (PL) e se apresentou como uma alternativa à direita tradicional e ao bolsonarismo.

Segurança Pública

A pauta da segurança pública foi um dos principais eixos do evento. Renan defendeu uma política de enfrentamento direto às organizações criminosas e citou a necessidade de perseguir lideranças de facções.

Durante a abertura, Kim Kataguiri relembrou a origem do movimento que levou à criação do Missão, o Movimento Brasil Livre (MBL), e associou o grupo às mobilizações pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

“Um bando de moleque montou um partido”, disse Kim, ao lembrar a trajetória do grupo.

Ele também cobrou dedicação integral da militância durante a campanha. Kim ainda abordou o tema da soberania nacional e criticou a dependência brasileira em setores estratégicos.

“Se a Rússia quiser disparar um míssil, precisa falar com o Brasil antes”, afirmou.

O plano de governo, conhecido como Livro Amarelo, é apresentado pela campanha como a base programática da candidatura. O documento reúne propostas de ajuste fiscal, segurança pública, pacto federativo, lei de responsabilidade gerencial e mudanças na estrutura do Estado.

A escolha do Largo São Francisco teve peso simbólico. O local abriga a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde Renan estudou, mas não se formou.

“Somos donos dessa faculdade”, disse o candidato à Presidência.

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