Santa Catarina terá oito candidatos na disputa pelo governo do estado nas eleições de 2026. A unidade federativa ocupa a 10ª posição entre os maiores colégios eleitorais do país, com 5,72 milhões de pessoas aptas a votar, o equivalente a 3,61% do eleitorado brasileiro.
Santa Catarina terá oito candidatos na disputa pelo governo do estado nas eleições de 2026. A unidade federativa ocupa a 10ª posição entre os maiores colégios eleitorais do país, com 5,72 milhões de pessoas aptas a votar, o equivalente a 3,61% do eleitorado brasileiro.
Com o início oficial da campanha eleitoral, os candidatos são Brunno Andrade Dias (PCO), Gelson Merísio (PSB), João Rodrigues (PSD), Jorginho Mello (PL), Laís Chaud (UP), Marcelo Brigadeiro (Missão), Professor Marcus Sodré (PSTU) e Ralf Zimmer (PRD).
A seguir, veja o perfil dos oito candidatos ao governo de Santa Catarina.
Brunno Andrade Dias (PCO)
Brunno Andrade Dias é trabalhador da construção civil e nasceu em São Paulo. Em 2024, disputou a Prefeitura de Florianópolis pelo PCO e recebeu 95 votos.
No plano de governo apresentado para 2026, a candidatura defende medidas como a dissolução da Polícia Militar, a estabilidade para servidores estaduais, o passe livre no transporte público e o aumento do piso salarial de professores e profissionais da saúde.
No registro apresentado à Justiça Eleitoral, Brunno foi o único candidato a não declarar bens.
Gelson Merísio (PSB)
Gelson Merísio é administrador e tem uma trajetória política de décadas em Santa Catarina. Natural de Xaxim, começou a carreira como vereador de Xanxerê e chegou à Assembleia Legislativa do estado como suplente, em 2005.
No ano seguinte, foi eleito deputado estadual com 40.332 votos, cargo que ocupou até 2019, totalizando quatro mandatos na Alesc. Durante o período, presidiu a Casa Legislativa três vezes.
Fora da política institucional, também foi presidente da Federação das Associações Comerciais e Industriais de Santa Catarina (Facisc), vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SC e diretor financeiro da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).
João Rodrigues (PSD)
Empresário e radialista, João Rodrigues construiu sua trajetória política principalmente na região Oeste de Santa Catarina. Começou como prefeito de Pinhalzinho e, posteriormente, chegou à Assembleia Legislativa.
Em 2004, foi eleito prefeito de Chapecó, com 43.829 votos. Deixou o cargo em 2010, durante o segundo mandato à frente da administração municipal, para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Naquele ano, garantiu uma cadeira pelo DEM, com 134.558 votos, a quarta maior votação do estado, e foi reeleito no pleito seguinte.
A trajetória política de Rodrigues também foi marcada por uma disputa judicial relacionada à Lei da Ficha Limpa. Em 2018, teve a candidatura a deputado federal indeferida após condenação em segunda instância em um processo relacionado ao período em que era prefeito de Pinhalzinho. Posteriormente, a condenação foi suspensa e, em 2020, ele foi absolvido por falta de provas.
Rodrigues voltou à Prefeitura de Chapecó em 2020 e foi reeleito em 2024. Ao todo, soma quatro mandatos à frente da cidade.
Jorginho Mello (PL)
Atual governador de Santa Catarina, Jorginho Mello tenta a reeleição pelo PL. Bancário, administrador e advogado, iniciou a trajetória política como vereador de Herval d’Oeste.
Depois, chegou à Assembleia Legislativa, onde permaneceu por quatro legislaturas. Em 2010, foi eleito deputado federal e conquistou a reeleição em 2014. Quatro anos depois, chegou ao Senado Federal com 1.179.757 votos.
Deixou o Senado em 2022 para disputar o governo estadual. Foi eleito no segundo turno com 2.983.949 votos, o equivalente a 70,69% dos votos válidos.
À frente do governo, Jorginho se envolveu em uma controvérsia após nomear o filho, o advogado Filipe Mello, para a Casa Civil. A Justiça de Santa Catarina suspendeu a nomeação em janeiro de 2024, citando princípios de impessoalidade e moralidade.
Em 2026, outro episódio envolvendo o governador ganhou repercussão. Jorginho sancionou uma lei que proibia a adoção de cotas raciais em instituições de ensino superior públicas. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal declarou a norma inconstitucional.
Laís Chaud (UP)
Psicóloga e mestre em Psicologia Social e Cultura, Laís Chaud preside o diretório municipal da Unidade Popular em Florianópolis. A candidata se apresenta como feminista marxista e atua em movimentos ligados à moradia e à reforma urbana. Também é capoeirista.
Entre as principais propostas estão a participação popular na elaboração do orçamento estadual, políticas de autonomia econômica para mulheres, redução da jornada de trabalho e ampliação das equipes de Saúde da Família e dos agentes comunitários.
Na área de habitação, defende o restabelecimento da Cohab-SC, a desapropriação de imóveis que não cumpram função social e a regularização fundiária de áreas de favelas.
A candidata também propõe a retomada obrigatória do uso de câmeras corporais por policiais, a criação de Delegacias da Mulher 24 horas em todos os municípios e a implementação de um plano estadual de acessibilidade.
Marcelo Brigadeiro (Missão)
Marcelo Marcel Franco José da Silva, conhecido como Marcelo Brigadeiro, é empresário, influenciador digital e ex-lutador profissional. Natural do Rio de Janeiro, mora em Balneário Camboriú.
Formado em Medicina Veterinária e Educação Física, mantém um canal no YouTube voltado a análises políticas e também administra a carreira de atletas de MMA. Em 2020, comandou a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte).
Brigadeiro já havia participado de uma eleição em 2018, quando concorreu ao cargo de primeiro suplente ao Senado por Santa Catarina pelo então PSL.
Na atual disputa, chegou a anunciar a retirada da candidatura durante a pré-campanha, mas voltou atrás menos de 24 horas depois e manteve o nome na corrida pelo governo estadual.
Professor Marcus Sodré (PSTU)
Professor de História da rede pública estadual, Marcus Sodré disputa pela primeira vez o governo de Santa Catarina. Nascido em Cubatão, no litoral de São Paulo, mora atualmente em Balneário Camboriú.
O candidato já concorreu a deputado estadual e à Prefeitura de Itajaí. Também integrou a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina.
Entre as principais propostas estão a redução do salário do governador, o fim da jornada de trabalho 6×1 e o combate à pejotização no serviço público.
O plano de governo também prevê a estatização do sistema financeiro e de empresas consideradas estratégicas, a suspensão do pagamento da dívida pública, o fim de isenções fiscais, a redução da jornada de trabalho e o aumento de salários.
Ralf Zimmer (PRD)
Ralf Zimmer é advogado e defensor público de carreira. Natural de Chapecó, é pós-graduado em Gestão Pública e doutor em Ciências Sociais e Econômicas pela Universidade de Lisboa.
Após ingressar na Defensoria Pública de Santa Catarina por concurso, tornou-se defensor público-geral do estado em 2016, cargo que ocupou até 2018. Também presidiu a Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de Santa Catarina entre 2018 e 2019.
Zimmer ganhou projeção política ao apresentar um dos primeiros pedidos de impeachment contra o então governador Carlos Moisés.
Em 2018, disputou uma vaga de deputado federal pelo PSDB e ficou como suplente. Quatro anos depois, concorreu ao governo de Santa Catarina pelo PROS.
Em 2026, disputa o governo estadual pelo PRD. Entre suas propostas estão o fim do programa Universidade Gratuita e o redirecionamento dos recursos para escolas públicas e para a valorização dos professores. Também defende a duplicação da BR-282.
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