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Flávio diz que patrocínio de Vorcaro foi de “boa-fé” e que Eduardo errou em tarifaço

Candidato defendeu repasse para filme sobre Jair Bolsonaro e afirmou que relação com fundador do Master era privada

Flávio Bolsonaro em sabatina no "Jornal Nacional". | Reprodução/TV Globo

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28) que o patrocínio de R$ 61 milhões ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi feito de “boa-fé e não teve irregularidades”. Ele também afirmou que o irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), errou ao agradecer pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Ao falar sobre o financiamento do filme, em entrevista ao “Jornal Nacional”, da TV Globo, Flávio afirmou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, era restrita à produção cinematográfica. Segundo ele, não houve qualquer outro tipo de relação com o empresário.

“Isso aqui foi de boa-fé, não tem nada de ilegal, está tudo correto, o que é completamente diferente da relação que ele construiu junto ao atual governo”, afirmou.

Questionado sobre áudios enviados a Vorcaro, nos quais afirma “irmão, estou e estarei contigo sempre”, Flávio disse que a relação com o banqueiro se restringia ao financiamento do filme. “A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme e mais nada.”

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28) que o patrocínio de R$ 61 milhões ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi feito de “boa-fé e não teve irregularidades”. Ele também afirmou que o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), errou ao agradecer pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Ao falar sobre o financiamento do filme, em entrevista ao “Jornal Nacional”, da TV Globo, Flávio afirmou que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, era restrita à produção cinematográfica. Segundo ele, não houve qualquer outro tipo de relação com o empresário.

“Isso aqui foi de boa-fé, não tem nada de ilegal, está tudo correto, o que é completamente diferente da relação que ele construiu junto ao atual governo”, afirmou.

Questionado sobre áudios enviados a Vorcaro, nos quais afirma “irmão, estou e estarei contigo sempre”, Flávio disse que a relação com o banqueiro se restringia ao financiamento do filme. “A única relação que eu tinha com ele era sobre esse filme e mais nada.”

Questionado sobre a falta de divulgação da prestação de contas da produção, o senador afirmou que os recursos foram utilizados no próprio filme e classificou a relação como privada. “Mais uma vez, todo o patrocínio que foi feito no filme foi usado no filme.”

Flávio ainda comparou o patrocínio ao filme com investimentos de Vorcaro em projetos ligados à Globo, citando um aporte de R$ 160 milhões no programa de Luciano Huck.

Segundo Flávio, o filme teria custado mais do que os R$ 61 milhões destinados pelo Banco Master. Ele afirmou ainda que a prestação de contas já havia sido apresentada e que, segundo ele, esses dados já teriam sido divulgados pela imprensa. O candidato não respondeu por que não apresenta o contrato firmado com Vorcaro.

O filho do ex-presidente também explicou por que decidiu buscar apoio para a obra. Segundo ele, o projeto já estava em andamento e havia o risco de ser perdido. “O filme já estava acontecendo. Eu não queria que essa obra de arte fosse perdida. Era um sonho que estava se realizando, e o presidente Bolsonaro merece uma obra-prima como um filme como esse.”

Flávio diz que Eduardo errou sobre tarifas

Ao ser questionado sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos em meio à crise envolvendo o tarifaço contra produtos brasileiros, Flávio afirmou que o irmão não deveria ter comemorado ou agradecido pelas medidas anunciadas pelo presidente Donald Trump.

O senador disse que atuou para tentar retirar as tarifas e afirmou que o irmão nunca teria pedido a aplicação das medidas contra o Brasil. Flávio também declarou que não considera correta a decisão de Alexandre de Moraes de condenar Eduardo e afirmou que Trump toma suas próprias decisões.

“O Trump faz o que ele tem na cabeça dele, não tem como ele controlar.”

Apesar da defesa do irmão, Flávio fez uma crítica direta à postura adotada por Eduardo nas redes sociais. “Eu acho que ele errou em agradecer com relação às tarifas.”

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Pix, 8 de janeiro e processo eleitoral

Durante a entrevista, o senador negou que pretende alterar o sistema de pagamentos instantâneos Pix. Ele também disse que a tentativa de golpe de “foi parte de uma “farsa” armada por seus “inimigos” e defendeu a anistia aos condenados.

“Depredação de um patrimônio público a pessoa tem que estar fisicamente no mesmo local para cometer. É uma depredação de patrimônio público por wi-fi? É o golpe da Disney, já que ele estava nos Estados Unidos?”, ironizou ao se referir à condenação de Jair Bolsonaro.

Questionado sobre declarações anteriores relacionadas às urnas eletrônicas, Flávio afirmou que nunca colocou em dúvida o processo eleitoral e garantiu que respeitará tanto as regras quanto o resultado das eleições.

“Eu fui bem claro ao dizer que jamais questionei o processo eleitoral. Quero dizer a todos vocês que vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições, eu estou concorrendo com essas regras.”

O que Flávio Bolsonaro escreveu na mão?

Flávio foi flagrado com anotações na mão durante a sabatina. Nas imagens, era possível identificar as palavras “Mudança”, “Futuro” e “7/set”.

Não ficou claro a que os termos faziam referência. Nos últimos dias, porém, Flávio e outros integrantes do grupo bolsonarista têm convocado apoiadores para um ato em 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Flávio colocou "cola" na mão

Reprodução/TV Globo

O uso de anotações na mão também foi adotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em debates e entrevistas durante as campanhas de 2018 e 2022. Na ocasião, ele escreveu diferentes palavras e termos relacionados a temas que seriam abordados durante as entrevistas e debates.

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