Começa nesta quarta-feira (9) o período para que os candidatos enviem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das campanhas. De acordo com dados do TSE divulgados até hoje, os candidatos à Presidência da República já declararam cerca de R$ 77.957.217,68 em gastos.
Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato com o maior valor declarado até o momento, com R$ 52,7 milhões. Ele é seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com cerca de R$ 20,9 milhões. Juntos, os dois respondem por 94,5% de tudo que os presidenciáveis já declararam até agora.
O principal gasto de Flávio é com marketing e publicidade digital, que soma cerca de R$ 24,57 milhões e responde por 46,6% de tudo que ele já desembolsou na campanha. Na sequência vêm produção audiovisual, com R$ 5,79 milhões (11%), e tecnologia e dados, com R$ 5,67 milhões (10,8%). O levantamento considerou a atividade econômica (CNAE) declarada por cada empresa junto à Receita Federal para agrupar os gastos por categoria.
Olhando para os fornecedores individuais, o maior beneficiário é a F.A.R.O Propaganda e Publicidade, agência de publicidade que recebeu R$ 13,1 milhões — praticamente um quarto de tudo que Flávio já desembolsou.
Em seguida vem a Paranoá Digital, produtora de filmes publicitários, com R$ 5,03 milhões, e a Áurea Tech, também dedicada a produção audiovisual e serviços de tecnologia, com R$ 3,7 milhões. O escritório Bucchianeri Advocacia também aparece entre os destaques, com R$ 3,15 milhões em serviços jurídicos, além de uma empresa de táxi aéreo, que recebeu R$ 2,2 milhões.
Caiado concentra quase tudo em uma única agência
O segundo colocado tem um perfil de gasto bem diferente do de Flávio. Ronaldo Caiado concentrou 95,5% de tudo que declarou — R$ 20 milhões dos R$ 20,94 milhões totais — em uma única empresa: a EPOS Brasil Estratégia, Comunicação e Tecnologia, agência de publicidade.
O restante do gasto de Caiado é bem mais modesto e diluído: R$ 500 mil para o escritório Malheiros, Penteado e Toledo Advogados, R$ 270 mil para a Essent Inovação Contábil, e R$ 156,7 mil pagos diretamente ao Facebook (Meta). O reqstante — táxi aéreo, associação comercial, locação de equipamentos, certificado digital e taxas bancárias — soma pouco mais de R$ 13,6 mil, menos de 0,1% do total.
Os que menos gastaram
Na outra ponta, Lula (PT) aparece com R$ 100.035,89 declarados — menos de 0,2% do total. Praticamente todo esse valor, R$ 93,9 mil (93,9%), foi pago à Amazon Etiquetas Indústria e Comércio, fabricante de embalagens e etiquetas de papel, referente a material gráfico da campanha, como adesivos e praguinhas. O restante, R$ 6.135,89, foi para a Um a Mais Serviços de Tecnologia e Consultoria, referente a taxas de administração de financiamento coletivo (as vaquinhas virtuais).
Depois de Lula, os menores valores declarados são de Augusto Cury (Avante), com R$ 55.208,47, Edmilson Costa (PCB), com R$ 7.569,72, e Rui Costa Pimenta (PCO), com apenas R$ 137,30.
Já três candidatos ainda não têm gasto algum registrado no sistema: Clariana Barão (DC), que não declarou; Pablo Marçal (PRTB), cuja campanha foi suspensa após decisão do TSE; e Samara Martins (UP), que até o momento não apresentou prestação de contas à Justiça Eleitoral.
Os valores são parciais e podem ser atualizados nos próximos dias, já que doações e despesas levam até 72 horas para serem registradas no sistema da Justiça Eleitoral. A prestação de contas definitiva só é consolidada após a eleição.
Veja quanto cada presidenciável já gastou:
- Flávio Bolsonaro – R$ 52.738.652,77
- Ronaldo Caiado – R$ 20.940.394,74
- Romeu Zema – R$ 2.619.168,32
- Renan Santos – R$ 644.687,44
- Hertz Dias – R$ 447.607,78
- Wilson Grassi – R$ 403.755,25
- Lula – R$ 100.035,89
- Augusto Cury – R$ 55.208,47
- Edmilson Costa – R$ 7.569,72
- Rui Costa Pimenta – R$ 137,30
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