Muito antes de o eleitor tocar na tela da urna eletrônica e confirmar seu voto, o equipamento já passou por uma longa preparação. Nas Eleições 2026, mais de 158,7 milhões de pessoas estão aptas a votar em todo o país, o que exige uma operação para preparar e distribuir cerca de 560 mil urnas.
O número de equipamentos é maior que as aproximadamente 471 mil urnas utilizadas nas Eleições 2022. A operação começa meses antes da votação e só termina quando cada equipamento está instalado na seção eleitoral correspondente.
O trabalho é coordenado pela Justiça Eleitoral e envolve o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), cartórios eleitorais e milhares de profissionais responsáveis pela preparação e distribuição das urnas.
A preparação começa no TSE
A jornada começa em Brasília, no TSE. Depois de passar por auditorias e testes, os programas que serão utilizados nas urnas recebem assinatura digital e são submetidos a procedimentos de segurança.
As chaves utilizadas nesse processo são armazenadas em mídias criptografadas e encaminhadas aos TREs. A partir daí, começa a preparação dos equipamentos que serão efetivamente utilizados nas seções eleitorais.
Dados dos eleitores e candidatos são carregados
Nos cartórios eleitorais, as urnas recebem as informações necessárias para a votação. É nessa etapa que são preparados os dados de eleitoras e eleitores, candidaturas e seções.
Depois da carga, os equipamentos passam por conferências e testes para verificar se estão funcionando corretamente. Em seguida, são lacrados.
Os lacres utilizados pela Justiça Eleitoral são produzidos pela Casa da Moeda e têm mecanismos que permitem identificar uma eventual tentativa de violação. A urna permanece armazenada até o momento de ser enviada ao local de votação.
Urnas percorrem o país até o local de votação
Com as urnas prontas, começa a etapa logística. E ela varia bastante de acordo com a região do país.
Em áreas urbanas e cidades do interior, os equipamentos são transportados principalmente por veículos terrestres. Mas há locais em que o caminho até a seção eleitoral é bem mais complexo.
Na Amazônia, por exemplo, urnas podem viajar de barco, voadeira ou rabeta para chegar a comunidades ribeirinhas, quilombolas e indígenas. Em áreas de acesso ainda mais difícil, a operação pode contar com helicópteros e aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).
A logística precisa considerar não apenas a distância, mas também as condições de acesso e o tempo necessário para que os equipamentos estejam nos locais determinados pela Justiça Eleitoral.
A urna chega antes do eleitor
A operação precisa estar concluída antes do domingo de votação. No sábado, véspera do pleito, as urnas são entregues nos locais onde funcionarão as seções eleitorais e passam pelos procedimentos finais de instalação.
Os equipamentos são ligados à rede elétrica e têm uma bateria interna para garantir o funcionamento em caso de interrupção de energia. Também são realizados testes antes da abertura da votação.
Na manhã da eleição, antes de o primeiro eleitor votar, o presidente da mesa receptora imprime a zerésima — documento que comprova que não há votos registrados naquela urna.
Só depois desse procedimento a seção é aberta para a votação.
- Com informações do TSE
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