A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, que investiga suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e exploração de prestígio junto a tribunais superiores.
Estão entre os alvos dos mandados de busca e apreensão o deputado federal Cezinha de Madureira (PL), sua esposa, a advogada Valéria Rodrigues Linhares, e a advogada Mariângela Fialek.
As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Há suspeita de que o deputado integrava um esquema que cobrava valores elevados para intermediar interesses de clientes junto a ministros de tribunais superiores.
Segundo a investigação, as advogadas ligadas ao parlamentar celebravam contratos com honorários vinculados ao êxito em processos, enquanto Cezinha faria contatos pessoais com magistrados.
A ordem autoriza a apreensão de celulares, computadores, documentos, registros financeiros, dinheiro em espécie em valores superiores a R$ 10 mil, além de obras de arte, joias, veículos e outros bens de luxo que apresentem indícios de relação com os crimes investigados.
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Em nota enviada à imprensa, Cezinha afirmou estar à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Ele ainda disse que os fatos serão “esclarecidos no devido processo legal”.
Por fim, criticou a operação conduzida em meio ao processo eleitoral. “Importante ressaltar que, conforme a jurisprudência do STF estabelece, medidas de tamanha repercussão deveriam ter sido conduzidas com a devida distância de qualquer circunstância política ou eleitoral”, diz no comunicado.
Quem é Cezinha
Antonio Cezar Correia Freire, conhecido como Cezinha de Madureira, é deputado federal pelo PL de São Paulo e está em seu segundo mandato. Pastor da Assembleia de Deus Ministério Madureira, de onde vem o apelido, é um dos principais interlocutores da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.
Cezinha também é considerado um forte aliado do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tendo defendido o seu nome durante o processo de indicação à Corte.
Recentemente, foi revelado que o deputado teria articulado uma reunião privada entre Mendonça e o banqueiro Daniel Vorcaro. O encontro, realizado na sede do Instituto Iter, em São Paulo, em março de 2025, foi admitido pelo ministro.
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