O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que 0,28% das urnas eletrônicas foram substituídas até as 15h30 deste domingo (4), o equivalente a 1.543 equipamentos. Apesar das trocas, nenhuma seção havia recorrido ao voto manual. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, também afirmou não haver indicativo concreto de interferência estrangeira nas eleições.
Os dados mais recentes constam de boletim divulgado pelo TSE após a coletiva de imprensa concedida por Nunes Marques na sede da Corte, em Brasília. Durante o pronunciamento, o ministro afirmou que as seções eleitorais funcionavam normalmente e que não havia problemas significativos no andamento da votação.
Urnas e clima
O Paraná concentrava as principais dificuldades provocadas pelas chuvas e fortes ventos. Durante a coletiva, Nunes Marques informou que o estado começou o dia com quase 140 municípios com problemas no fornecimento de energia e que cerca de 94 ainda registravam falta ou oscilação do serviço.
Segundo o ministro, as seções funcionavam normalmente, com geradores e baterias disponíveis para garantir a votação e a transmissão dos dados.
No boletim das 15h30, o Paraná registrava 177 urnas substituídas, o equivalente a 0,59% dos equipamentos do estado. Em todo o país, eram 1.544 substituições, sem registro de votação manual.
Desinformação
O Sistema Integrado de Alertas de Desinformação (Siade) contabilizou 453 apontamentos até as 13h e cerca de 2,8 mil desde 16 de agosto. Segundo o ministro, a maior parte dos conteúdos que circulou neste domingo já havia sido identificada pelo TSE. “De conteúdo novo, muito pouco foi detectado no dia de hoje”, afirmou.
Crimes eleitorais
O balanço apresentado durante a coletiva apontou 59 pessoas conduzidas por suspeita de crimes eleitorais, das quais 25 em flagrante. Mais de R$ 380 mil em espécie haviam sido apreendidos neste domingo. Desde janeiro, o valor supera R$ 30 milhões.
e-Título
O e-Título registrou neste domingo mais de 6 milhões de emissões, 15 milhões de consultas a locais de votação e 3 milhões de justificativas.
A Justiça Eleitoral informou ainda que mais de 2 mil eleitores com mobilidade reduzida e 8 mil moradores de comunidades remotas, entre indígenas e quilombolas, foram transportados aos locais de votação.
Interferência estrangeira e judicialização
Questionado sobre possível interferência estrangeira, Nunes Marques afirmou que não havia nenhum indicativo concreto até o momento. Segundo ele, os órgãos e equipes que atuam em parceria com o TSE também não apresentaram relatórios apontando esse tipo de risco.
Sobre possíveis contestações após as eleições, o ministro disse esperar que candidatos recorram à Justiça Eleitoral, diante da “tradição” de judicialização no país. Nunes Marques ponderou, porém, que é preciso aguardar o fim da votação e a totalização dos votos antes de novas avaliações.
Nunes Marques informou que deve voltar a falar com a imprensa após o encerramento da votação, quando o TSE deve apresentar um novo balanço do primeiro turno.
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