Coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira (27) que recebeu, por volta das 8h, uma mensagem de Flávio Bolsonaro informando que daria um tempo hoje e que conversaria com aliados posteriormente. Segundo Marinho, ele não tem informações sobre o paradeiro do senador nem sobre uma eventual viagem aos Estados Unidos.
“Por volta das 8h, nós tentamos contatar o Flávio e recebi por parte dele uma mensagem de texto no telefone onde ele dizia que iria dar um tempo hoje e que depois conversaria conosco”, relatou, em conversa com jornalistas.
Marinho disse que esteve com Flávio na segunda-feira (26) até aproximadamente as 16h. Na ocasião, segundo ele, os dois conversaram sobre a necessidade de o senador agradecer os votos recebidos. O parlamentar afirmou, porém, que não recebeu informações posteriores sobre o que aconteceu.
“Nós todos não temos ainda informações sobre seu paradeiro”, declarou Marinho, acrescentando que o grupo ainda aguardava esclarecimentos do próprio Flávio sobre a situação.
O senador também ressaltou que não foi informado previamente sobre uma possível viagem ao exterior, mas que “compreende” caso ele realmente tenha ido.
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Wassef afirma que desconhecia eventual viagem
O advogado Fábio Wassef, que representa Flávio Bolsonaro, também declarou não saber que o senador iria aos Estados Unidos. Ele afirmou ter estado na casa de Flávio na segunda, no exercício de sua atividade profissional.
“A surpresa dos senhores é a mesma que a minha. Eu não tenho nenhuma informação”, disse Wassef ao ser questionado sobre o assunto.
O advogado ressaltou que sua relação com Flávio sempre foi profissional e afirmou que não pretende se manifestar novamente sobre o caso.
Ainda segundo Rogério Marinho, os aliados esperavam que Flávio Bolsonaro assumisse um papel de liderança na oposição ao governo. Por isso, a falta de informações sobre os próximos passos do senador causou surpresa no grupo.
O episódio ocorre em meio a notícias sobre uma possível viagem de Flávio aos Estados Unidos. A informação veio à tona após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que o senador entregasse seus passaportes à Polícia Federal no prazo de 24 horas. A Polícia Federal passou a verificar informações sobre uma possível saída do senador pela fronteira com a Argentina.
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