A Polícia Civil de São Paulo está investigando o Discord, uma plataforma que ganhou popularidade durante a pandemia, por estar ligada a crimes como estupros virtuais e automutilação. Recentemente, adolescentes foram apreendidos no Rio de Janeiro e em outros estados por ataques a moradores de rua, que eram transmitidos ao vivo. As investigações estão acontecendo em Goiás, Espírito Santo e São Paulo, e um suspeito português foi preso por incentivar esses atos no Brasil.
Esses crimes são realizados por grupos extremistas que os veem como uma forma de diversão, chamada “lulz”, que significa rir de situações cruéis. Os autores buscam status dentro desses grupos, e um caso recente envolveu um adolescente que ateou fogo em um morador de rua e transmitiu o ato ao vivo.
O Discord permite que as pessoas se comuniquem em grupos fechados, mas sua moderação é fraca e os vídeos não são armazenados, o que facilita a ação de criminosos. Após várias denúncias, a plataforma aumentou a moderação, mas muitos grupos mudaram para aplicativos com menos controle, como Signal e Telegram, onde continuam a planejar crimes. Em alguns casos, os participantes cobram para assistir às transmissões.
Pesquisadores alertam que os membros desses grupos estão se tornando insensíveis a conteúdos violentos, discutindo temas como abuso sexual infantil e assassinatos de forma normal. A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar a plataforma, após pedidos não atendidos para remover transmissões de violência. O Discord afirmou que tem equipes para combater redes de ódio e que investe em tecnologias para detectar exploração infantil, mas especialistas pedem uma moderação mais ativa.
A Polícia Civil de São Paulo investiga o Discord, plataforma que se tornou popular durante a pandemia, por sua associação a crimes como estupros virtuais e automutilação. Recentemente, adolescentes foram apreendidos no Rio de Janeiro e em outros estados por envolvimento em ataques a moradores de rua, que eram transmitidos ao vivo. As investigações incluem casos em Goiás, Espírito Santo e São Paulo, além da prisão de um suspeito português que incentivava esses atos no Brasil.
Os crimes são realizados por comunidades extremistas que os tratam como uma forma de “lulz”, um termo que se refere a rir de situações cruéis. Esse comportamento é motivado pela busca de status dentro dos grupos, onde os autores de crimes, como um adolescente que alegou ter matado uma pessoa em situação de rua, ganham notoriedade. Um exemplo recente é a apreensão de um adolescente de 17 anos no Rio, que ateou fogo em um morador de rua e transmitiu o ato ao vivo.
O Discord, que permite interações em servidores fechados, se tornou um espaço propício para criminosos devido à sua moderação limitada e à ausência de armazenamento de vídeos. Em resposta a denúncias, a plataforma aumentou a moderação, mas muitos grupos migraram para aplicativos menos vigiados, como Signal e Telegram, onde continuam a planejar e executar crimes. Em algumas situações, os participantes chegam a cobrar ingresso para participar das transmissões.
Pesquisadores alertam que os membros desses grupos estão cada vez mais dessensibilizados a conteúdos extremos, discutindo temas como abuso sexual infantil e assassinatos com naturalidade. A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para investigar a plataforma, após pedidos não atendidos para remover transmissões de violência. A plataforma afirmou que possui equipes dedicadas a combater redes de ódio e que investe em tecnologias para detectar exploração infantil, mas especialistas pedem uma moderação mais proativa.
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