20 de mai 2025
Cresce a extrema direita em Portugal e Europa após eleições marcadas por instabilidade
Crescimento da extrema direita marca eleições em Portugal, Romênia, Polônia e Argentina, desafiando o bipartidarismo e a estabilidade política.
André Ventura, líder do Chega, festeja seus resultados nas eleições antecipadas portuguesas, este lunes em Lisboa (Portugal). (Foto: Ana Brigida/AP)
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Os cidadãos de Portugal, Romênia, Polônia e Argentina foram às urnas no último domingo, 18 de outubro, e os resultados evidenciam o crescimento da extrema direita na política global. Em Portugal, o partido Chega conquistou 58 cadeiras no Parlamento, um aumento significativo em relação ao único deputado eleito em 2019. O partido, que obteve 22,6% dos votos, desafia o bipartidarismo tradicional do país.
O partido governista, Aliança Democrática (AD), liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, garantiu 89 cadeiras, mas não alcançou a maioria desejada. O Partido Socialista (PS), por sua vez, sofreu uma queda histórica, reduzindo sua representação de 78 para 58 assentos. Montenegro descartou alianças com o Chega e optou por um governo minoritário, o que pode resultar em mais instabilidade política.
Resultados na Romênia e Polônia
Na Romênia, o centrista Nicusor Dan venceu as eleições presidenciais, superando o nacionalista de extrema direita George Simion, que obteve 46% dos votos. Dan, que promete combater a corrupção e manter o apoio à Ucrânia, recebeu 54% dos votos no segundo turno. A vitória de Dan é vista como um fortalecimento da coesão da União Europeia.
Na Polônia, o centrista Rafal Trzaskowski avançou para o segundo turno das eleições presidenciais, onde enfrentará o ultraconservador Karol Nawrocki. Trzaskowski, que promete liberalizar leis sobre aborto e proteger os direitos LGBTQIA+, obteve uma margem apertada nas urnas. O resultado das eleições na Polônia é crucial para o futuro da democracia no país.
Impacto na Argentina
Na Argentina, o partido A Liberdade Avança (LLA), liderado pelo presidente Javier Milei, foi o mais votado nas eleições legislativas, com 30,13% dos votos. O peronismo ficou em segundo lugar, com 27,35%. Milei declarou que a vitória representa o fim da hegemonia do PRO, que governou Buenos Aires por 20 anos.
Esses resultados refletem uma tendência crescente de apoio a partidos de extrema direita na Europa e na América Latina, destacando a insatisfação popular com os partidos tradicionais e a busca por novas alternativas políticas.
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