Um grupo liderado por Victor Ruiz, ex-candidato a vereador, invadiu a Universidade de São Paulo (USP) e arrancou faixas e cartazes de estudantes, gerando confusão e discussões sobre liberdade de expressão. Ruiz, que se apresenta como membro de um instituto conservador, estava no campus para coletar assinaturas para um projeto de exames toxicológicos em universidades públicas. Ele alegou ter encontrado mensagens “antidemocráticas” em cartazes que pediam a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a ação, os estudantes o chamaram de “fascista” e tentaram reverter a retirada dos cartazes. O diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas repudiou a invasão e defendeu o direito dos alunos à livre manifestação. Ruiz tem uma grande presença nas redes sociais, com centenas de milhares de seguidores.
Um grupo liderado por Victor Ruiz, ex-candidato a vereador de Itapevi (SP), invadiu a Universidade de São Paulo (USP) na tarde de quarta-feira, 14 de maio. Durante a ação, arrancaram faixas e cartazes de estudantes, gerando confrontos sobre liberdade de expressão e manifestações políticas.
Ruiz, que se apresenta como membro do Instituto União Conservadora, afirmou que sua intenção era colher assinaturas para um projeto de exames toxicológicos em universidades públicas. Ao chegar ao campus, ele alegou ter encontrado mensagens “antidemocráticas” em faixas no prédio de História e Geografia, que pediam a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e a derrota da extrema direita.
Confrontos no Campus
O grupo de Ruiz começou a remover as manifestações, alegando que eram ilegais em um espaço público. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver o ex-candidato discutindo com estudantes, que o chamavam de “fascista”. Durante a ação, ele se dirigiu aos alunos de forma agressiva, questionando a quem recorreriam em caso de um ataque violento.
Os estudantes reagiram, gritando e tentando impedir a retirada dos cartazes. Ruiz, por sua vez, ameaçou que voltaria para retirar novamente as manifestações. A situação escalou, com uma mulher empurrando um dos seguidores de Ruiz, enquanto ele ofendia um estudante.
Reação da Direção da USP
O diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), Adrián Pablo Fanjul, repudiou a ação de Ruiz e defendeu o direito à livre manifestação. Ele destacou a importância da integridade ética do corpo discente e a necessidade de respeitar as posições políticas dos estudantes.
Victor Ruiz, que possui 684 mil seguidores no Instagram, também é conhecido por um perfil onde vende cursos para se tornar guarda municipal. O episódio na USP reflete a crescente polarização política no Brasil e os desafios enfrentados por instituições de ensino em manter um ambiente de debate saudável.
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