30 de abr 2025
Governo inicia operação para desintrusão na Terra Indígena Kayapó no Pará
Governo Lula inicia operação de desintrusão na Terra Indígena Kayapó para combater garimpo ilegal e proteger comunidades indígenas.
O presidente Lula, com o cacique Raoni, durante visita ao Xingu (Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação) Área de garimpo ilegal na terra Indígena Kayapó, no Pará (Foto: Pablo Porciuncula - 31.mar.25/AFP)
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O governo federal iniciará uma operação de desintrusão na Terra Indígena Kayapó, no Pará, a partir de sexta-feira, 2, com duração prevista de noventa dias. A ação visa expulsar garimpeiros e proteger o território indígena, em resposta a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação foi organizada após um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o cacique Raoni Metuktire, uma liderança indígena significativa. A medida atende a uma ação de arguição de descumprimento de preceito fundamental proposta pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) em julho de 2020, que exigia ações do governo para preservar a saúde dos indígenas durante a pandemia.
Participação de Órgãos Governamentais
Cerca de vinte órgãos do governo, incluindo o Ministério da Defesa, Polícia Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), participarão da operação. As ações incluem fiscalização, destruição de máquinas de garimpo e monitoramento aéreo. O governo também planeja estabelecer bases permanentes para evitar o retorno dos invasores.
A Terra Indígena Kayapó abrange 3,2 milhões de hectares, dos quais 274 hectares foram devastados por atividades de garimpo ilegal. A região enfrenta problemas adicionais, como grilagem de terras e extração ilegal de madeira. A operação será a oitava do governo Lula, que já realizou ações em outras terras indígenas.
Impactos e Desafios
O aumento do garimpo na Kayapó é alarmante, com a área afetada superando a do território Yanomami. A operação busca combater não apenas a mineração, mas também atividades que sustentam o garimpo ilegal, como o transporte irregular de combustível. A contaminação por mercúrio, utilizado na mineração, tem afetado a saúde das comunidades indígenas.
A gestão Lula não divulgou o número de invasores ou de agentes envolvidos na operação, visando proteger informações sensíveis. A expectativa é que as ações de desintrusão sejam concluídas até setembro, conforme o cronograma estabelecido pelo STF.
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