- O Papa Leão XIV iniciará um retiro de seis semanas em Castel Gandolfo neste fim de semana.
- Durante o retiro, ele abordará questões financeiras da Igreja, casos de abuso clerical e a celebração da Missa em latim.
- O papa enfrenta um déficit estrutural de 50 a 60 milhões de euros e um rombo de 1 bilhão de euros no fundo de pensões do Vaticano.
- Leão XIV também lidará com casos de abuso, incluindo o do Rev. Marko Rupnik, e a situação do Cardeal Angelo Becciu, envolvido em crimes financeiros.
- O pontífice considera viagens internacionais, incluindo uma visita à Turquia e convites de líderes como o presidente da Ucrânia e o ex-presidente dos Estados Unidos.
VATICANO (AP) — O Papa Leão XIV iniciará um retiro de seis semanas em Castel Gandolfo neste fim de semana, onde abordará questões financeiras da Igreja, casos de abuso clerical e a celebração da Missa em latim. O pontífice, eleito em 8 de maio, tem adotado um estilo reservado, enfatizando a importância de “tornar-se pequeno” para que Cristo prevaleça.
Durante seu retiro, Leão XIV pretende se concentrar em problemas urgentes que afetam a Igreja. Ele enfrenta um déficit estrutural de 50 a 60 milhões de euros e um rombo de 1 bilhão de euros no fundo de pensões do Vaticano. Além disso, o novo papa terá que lidar com casos de abuso clerical que se tornaram um desafio significativo durante o papado de seu antecessor, Francisco.
Entre os casos mais notórios está o do Rev. Marko Rupnik, acusado de abusos contra mulheres e freiras. Leão XIV já declarou que é “urgente” criar uma cultura de prevenção contra abusos na Igreja. A situação de Cardeal Angelo Becciu, envolvido em um polêmico processo judicial por crimes financeiros, também está em sua pauta. O tribunal do Vaticano condenou Becciu e outros por um investimento malsucedido de 350 milhões de euros.
Questões Litúrgicas e Viagens
O papa também está considerando a questão da Missa em latim, que gerou divisões durante o papado de Francisco. Leão XIV já manifestou interesse em promover a unidade e a reconciliação na Igreja, o que pode incluir a revisão das restrições impostas anteriormente.
Além disso, o pontífice tem recebido convites para viagens internacionais, incluindo uma visita à Turquia para marcar o 1.700º aniversário do Concílio de Niceia. Convites de líderes como o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, e do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, também estão sobre sua mesa.
Os residentes de Castel Gandolfo aguardam ansiosamente a presença do papa, que promete trazer de volta a tradição de veranear na cidade. O local é conhecido por suas vistas tranquilas e ambiente propício para reflexão e oração, ideal para o novo pontífice se dedicar a suas responsabilidades e desafios.
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