13 de mai 2025
Eric Kurlander analisa o papel do ocultismo e mitologia no nazismo em novo livro
Líderes autoritários exploram ocultismo e teorias conspiratórias, revelando vulnerabilidades de setores semi educados, alerta Eric Kurlander.
Detalhe da capa de 'Os Monstros de Hitler', livro de Eric Kurlander (Foto: Divulgação)
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O historiador americano Eric Kurlander, em seu livro "Os Monstros de Hitler", analisa a influência do ocultismo e das teorias conspiratórias no nazismo. Ele argumenta que o avanço de líderes autoritários, como Donald Trump e Jair Bolsonaro, reflete um descontentamento com a modernidade e as instituições liberais.
Kurlander destaca que o "imaginário sobrenatural" foi fundamental para o regime nazista. Esse conceito, que emergiu no século dezenove, inclui três pilares: ocultismo, religiões alternativas e o que ele chama de "ciência de fronteira". Essas ideias, segundo o autor, foram utilizadas por líderes autoritários para criar narrativas sedutoras para aqueles insatisfeitos com a complexidade da modernidade.
A Primeira Guerra Mundial intensificou o interesse por essas ideologias. Kurlander observa que muitos que antes eram marginalmente interessados passaram a buscar essas crenças em meio à crise. O líder da SS, Heinrich Himmler, é citado como um exemplo de como essas ideias estavam enraizadas no nazismo, sendo um dos principais promotores do ocultismo e da mitologia.
Kurlander também revela que essas crenças não eram exclusivas de fanáticos. Elas eram populares entre setores da pequena burguesia urbana, como advogados e engenheiros, que se sentiam alienados pelo materialismo. Ele identifica esses grupos como "semi-educados", vulneráveis ao apelo de soluções simples e líderes carismáticos.
O autor menciona ações contemporâneas, como a liberação de arquivos sobre o assassinato de Kennedy por Trump, como um gesto simbólico para atrair eleitores conspiracionistas. Kurlander expressa ceticismo sobre o futuro, mas espera que um novo iluminismo possa surgir, alertando que ideias conspiratórias tendem a retornar a cada geração.
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