Política

MPF solicita ao STJ a perda de cargo de Ustra por tortura durante a ditadura

O MPF recorreu ao STJ pela demissão de Carlos Alberto Brilhante Ustra, falecido. Legislação de 1952 permite demissões por agressões físicas, segundo o MPF. Ustra é acusado de tortura, homicídio e desaparecimento forçado de cidadãos. MPF busca anular a Lei da Anistia para possibilitar julgamentos de Ustra. O DOI/CODI, sob comando de Ustra, foi um centro de violações de direitos humanos.

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Carlos Alberto Brilhante Ustra (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

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O Ministério Público Federal (MPF) protocolou um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) visando a perda do cargo público de Carlos Alberto Brilhante Ustra, militar associado a casos de tortura durante a ditadura militar no Brasil. O MPF fundamenta seu pedido na legislação que prevê a demissão de servidores públicos envolvidos em "agressões físicas contra particulares", citando uma lei de 1952. Apesar da morte de Ustra, os procuradores argumentam que isso não impede a interrupção de seu vínculo com o serviço público.

Os procuradores destacam que o histórico de Ustra, que inclui homicídios, tortura e desaparecimento forçado de cidadãos, justifica a necessidade de sua demissão. Além disso, o MPF solicita que a Lei da Anistia não se aplique ao caso de Ustra, o que permitiria que os crimes cometidos por ele fossem julgados, algo que a norma de 1979 atualmente inviabiliza. O MPF também pede a condenação por danos morais coletivos.

O recurso do MPF se dirige a uma decisão individual de um ministro do STJ, que anteriormente negou um pedido semelhante feito em 2008. Ustra e Audir Santos Maciel, também falecido, foram líderes do DOI-CODI entre 1970 e 1976, uma unidade que centralizava informações sobre opositores da ditadura e se tornou notória por violações de direitos humanos.

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