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Quatro milhões de casos de hipertensão hormonal podem ser curados, alertam médicos

Endocrine Society atualiza diretrizes sobre hiperaldosteronismo primário, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e tratamento eficaz para hipertensos

Hipertensão (Foto: Reprodução)
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O hiperaldosteronismo primário (HAP), uma condição hormonal que causa hipertensão arterial, foi tema de atualização nas diretrizes da Endocrine Society. As novas orientações, apresentadas no Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (CBAEM 2025), em Gramado, enfatizam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.

O HAP é responsável por cerca de 8% dos casos de hipertensão, o que representa aproximadamente 4,2 milhões de brasileiros. A prevalência é ainda maior entre jovens de 18 a 40 anos, onde chega a 16,2%. A condição pode ser causada por tumores benignos nas glândulas suprarrenais, que produzem aldosterona em excesso, elevando a pressão arterial.

Flavia Amanda Barbosa, coordenadora do Departamento de Adrenal e Hipertensão da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), destaca que, ao contrário da hipertensão comum, o HAP pode ser curado se diagnosticado precocemente. “O tratamento adequado reduz significativamente os riscos de complicações, como infarto e AVC”, afirma.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do HAP é feito por meio de testes que medem os níveis de aldosterona e renina. No entanto, o acesso a esses exames ainda é limitado, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). A resistência aos anti-hipertensivos convencionais e a hipocalemia são sinais de alerta para a possibilidade de HAP.

O tratamento varia conforme a gravidade da condição. Em casos unilaterais, a cirurgia para remoção da glândula afetada pode levar à cura. Já nos casos bilaterais, a espironolactona, um anti-hipertensivo específico, é utilizada e está disponível no SUS.

Madson Almeida, diretor da Comissão Internacional da SBEM, ressalta que muitos pacientes não recebem o diagnóstico correto, o que pode resultar em consequências graves. “A identificação precoce é crucial para evitar complicações sérias”, conclui.

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