Nos Estados Unidos, a Amazon transformou o acesso a remédios com a Amazon Pharmacy, que entrega em casa e aceita receita digital. Em 2023, a empresa fechou o ciclo com a compra da One Medical, criando um fluxo que reúne consulta, prescrição e entrega no mesmo dia.
No Brasil, o Mercado Livre abriu uma farmácia online de forma ampla, mas teve forte oposição de redes como RaiaDrogasil e Pague Menos, que acionaram o CADE para impedir a operação sob a alegação de segurança do consumidor. O pedido se apoiou na necessidade de fiscalização do marketplace de remédios.
A ideia do Marketplace era simples: oferecer várias farmácias na mesma tela para comparação de preços, com a compra ocorrendo pela plataforma. A primeira aquisição brasileira foi a farmácia Cuidamos Farma, localizada no Jabaquara, em São Paulo, para entender o funcionamento do setor.
Contexto nos EUA
A atuação da Amazon é descrita como inovação que reduz burocracia. A empresa não criou médico, remédio ou farmácia; conectou serviços já existentes a um fluxo unificado de compra e entrega.
Panorama no Brasil
Especialistas citados no debate destacam que, no Brasil, a oposição envolve governança regulatória e interesses comerciais. O argumento de segurança do consumidor foi utilizado no CADE, mas o debate envolve também transparência de preços online.
Perspectivas e próximos passos
Enquanto o Mercado Livre aguarda liberação da Anvisa, a farmácia do Jabaquara permanece com operação restrita. Nos EUA, a rede digital continua a expandir seu ecossistema de saúde. O custo de decisões regulatórias tende a impactar o consumidor final, sobretudo em assistência contínua a remédios.
Fonte: Leonardo Siqueira, deputado estadual pelo Partido Novo, São Paulo.
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