O gemer durante o ato sexual não gera o orgasmo, mas pode influenciar a experiência por meio da respiração, da entrega do corpo e da comunicação entre parceiros. O entendimento é compartilhado por terapeutas sexuais que analisam fatores físicos e psicológicos envolvidos.
Segundo especialistas, o som não é a causa direta do orgasmo. Quando há vocalização, a boca se abre, a respiração é mais livre e o corpo tende a relaxar, elevando o nível de excitação. Esse conjunto facilita a percepção de prazer e a conexão com o momento.
Para Thaís Plaza, terapeuta que trabalha com sexualidade, a voz atua como ponte entre mente e corpo. A segurança emocional, presença e permissão para sentir ajudam a reduzir bloqueios e aumentar a espontaneidade dos sons durante o sexo.
Fatores físicos e psicológicos
A respiração influenciando a excitação é explicado pela possibilidade de oxigenação melhor do organismo quando há relaxamento. Em nível psicológico, o gemido funciona como feedback entre os parceiros, sinalizando prazer e fortalecendo a conexão erótica.
A profissional aponta que, em muitos casos, inseguranças ou dificuldade para se desconectar da mente dificultam o alcance do orgasmo. O som pode, portanto, indicar liberação emocional e facilitar a experiência corporal.
Para quem tem vergonha de gemer, as orientações envolvem respirar de forma mais profunda, manter a boca relaxada e permitir sons suaves no começo. A ideia é abandonar a noção de uma “performance” ideal e naturalizar a expressão.
Práticas como yoga, dança e exercícios respiratórios são sugeridas para ampliar a percepção do corpo e favorecer a liberdade sexual. Segundo a terapeuta, permitir que o corpo sinta e se expresse pode contribuir não apenas com o orgasmo, mas com uma vivência sexual mais espontânea.
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