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Menina acorda às 3h há 16 anos e fala em gratidão

Menina acorda às três da manhã há dezesseis anos; mãe transforma o desafio em lição de aceitação radical e gratidão pelas manhãs

A mãe April Perri com sua filha Lilly — Foto: Reprodução/Newsweek
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A mãe April Perri relata que sua filha Lilly acorda às 3h da manhã todos os dias há 16 anos. Ela descreve o desafio inicial de lidar com madrugadas frequentes e a evolução para uma relação fortalecida entre mãe e filha.

Lilly, neurodivergente, tem ritmo circadiano atípico. O relógio biológico dela não se ajusta da mesma forma que o de outras crianças, o que explica os despertares tão cedo. A questão envolve fatores como melatonina, sensibilidades sensoriais e menor prática de atividades que gerem cansaço físico.

A trajetória de April não foi simples. No começo, ela se sentia exausta e questionava se a situação seria permanente. Com o tempo, aprendeu a não internalizar o que acontecia e a enxergar a experiência sob uma nova lente.

Ela começou a buscar ajuda terapêutica e descobriu a aceitação radical por meio da terapia cognitivo-comportamental. O processo trouxe mudanças na forma de encarar as madrugadas, sem tentar controlar tudo.

Tudo mudou em 2016, quando Lilly enfrentou uma sepse e passou 75 dias sob suporte de vida. A mãe relembra o momento em que, mesmo diante do risco, decidiu manter a vigilância e passar a encarar as madrugadas como parte de uma nova rotina.

Após a recuperação, April percebeu que o despertar às 3h passou a ter um significado diferente. Em vez de rejeitar as horas, ela escolheu valorizá-las, aproveitando o nascer do sol ao lado da filha.

Hoje, ela busca que outras famílias encontrem uma perspectiva distinta diante de desafios prolongados. A mensagem é de transformar a dor em aprendizado e usar o que foi vivido para ajudar quem passa por dificuldades.

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