A solidão, segundo Alexandre Coimbra, é uma vizinha que quase todos conhecemos, mas raramente convidamos para entrar. Em entrevista para a coluna da Crescer, ele afirma que não há garantia de que a solidão não apareça nem de que os encontros sejam distantes ou distantes demais para parecer terra estrangeira.
O terapeuta familiar relata, em tom objetivo, que a solidão pode ser histórica na vida de pessoas, não apenas um fenômeno passageiro. Em um lançamento de livro, uma adolescente de 15 anos confessou sentir-se isolada por diferenças socioeconômicas e pela sobrecarga de estudo e redes sociais.
Durante o evento, Coimbra observou a reação de outras jovens próximas e sugeriu a aproximação entre elas como forma de criar vínculos. O encontro ocorreu em um espaço de lançamento, com crianças e jovens em meio a adultos, num ambiente de conversa compartilhada.
O relato da adolescente revelou clima de pedido de ajuda não verbalizado. A partir da situação, o terapeuta apontou a importância de tecer redes de apoio no cotidiano, para evitar que a solidão se torne uma condição permanente.
O autor enfatiza que a solidão não é exclusividade de um grupo etário. Ela pode afetar adolescentes, jovens, adultos e idosos, especialmente em tempos de mudanças rápidas e de janelas digitais que pouco favorecem encontros presenciais.
Contexto e implicações
O texto de Coimbra ressalta a necessidade de práticas simples de convivência. Pequenos gestos, como apresentar duas pessoas a um círculo, podem gerar momentos de confidência e reduzir o isolamento social.
A reflexão se estende ao cotidiano: a vida em apartamentos, salas de aula e filas em eventos pode esconder pessoas em silêncio. A mensagem é clara: o cuidado com o espaço de diálogo pode impedir que a solidão reine.
O autor conclui, de forma repetida, que a solidão é uma presença comum, mas que pode ser enfrentada por meio de conversas diretas e acolhimento mútuo. A ideia central é incentivar o diálogo consciente como defesa coletiva.
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