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Autoconhecimento na maturidade pode florescer após os 60

Terapia na terceira idade ganha espaço: autoconhecimento amplia compreensão de perdas, solidão e aposentadoria, com impacto na saúde mental e bem‑estar

Sessões podem ajudar a lidar com desafios comuns dessa fase, como mudanças no corpo, luto e aposentadoria, além de estarem ligadas à preservação de funções cognitivas
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O interesse pela terapia na maturidade cresce, com sessões ajudando a lidar com mudanças corporais, luto e aposentadoria. A prática também aparece associada à preservação de funções cognitivas e à construção de sentido na vida após os 60.

A ideia de que a terapia variaria pouco com a idade não se sustenta mais. Profissionais relatam que muitos começam a buscar apoio justamente nessa fase, quando perguntas sobre identidade, perdas e novos papéis surgem com mais intensidade.

Da mesma forma, a atuação profissional tem se diversificado. Além do atendimento individual, existem opções como terapia em grupo, arteterapia e outras abordagens que podem ser ajustadas às necessidades de cada pessoa.

Obstáculos culturais e mudanças de rotina

Muitos idosos ainda encaram o tema como tabu, apontam especialistas. Questões geracionais ajudam a explicar a resistência, já que parte da população cresceu sem espaço para falar de sofrimento emocional.

A aposentadoria altera rotinas, a identidade pode mudar e redes de apoio se dissolver. Medo de adoecer, de depender da família ou de enfrentar a solidão são receios comuns que podem ganhar tratamento adequado na psicoterapia.

Exemplos práticos de evoluções

Casos clínicos ilustram como o trabalho terapêutico facilita a elaboração emocional. Em um exemplo, uma mulher de 85 anos, ao abordar uma relação antiga, descobriu novos sentidos para a própria história e aprendeu a perdoar-se.

Outra situação mostra como, ao deixar a função profissional, uma pessoa pode ressignificar o papel atual. Questionamentos sobre prazer, satisfação e reinvenção ajudam a manter a qualidade de vida.

Caminhos para iniciar

Profissionais sugerem que a primeira etapa costuma ser uma conversa com profissionais de saúde de confiança, que podem indicar psicólogos especializados em envelhecimento. Existem também redes e entidades que conectam pacientes a especialistas da área.

O objetivo da terapia nessa faixa etária não é prometer mudanças radicais, mas oferecer espaço para compreender a própria história, melhorar a comunicação e promover bem-estar. O tempo, embora curto, pode ser utilizado para viver melhor.

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