A medicina aponta que o frio por si só não é o grande vilão das crises de rinite e sinusite. O que aumenta o problema é o tempo em ambientes fechados, a maior exposição a vírus, poeira e ácaros, além da umidade mais baixa do ar. O ressecamento nasal compromete as defesas naturais.
Especialista ressalta que portas e janelas fechadas favorecem a circulação de vírus e o acúmulo de alérgenos. O ar seco deixa o nariz mais irritado e vulnerável a infecções, contribuindo para o nariz entupido e desconfortos respiratórios.
Se os sintomas durarem mais de duas a quatro semanas, voltarem com frequência ou não melhorarem com tratamentos comuns, é essencial buscar avaliação médica para identificar a causa. A obstrução nasal constante não deve ser tratada como normal.
A seguir, listamos hábitos simples que ajudam a prevenir crises no inverno e a manter a mucosa nasal mais saudável.
1. Faça lavagem nasal diariamente
A irrigação com soro fisiológico remove secreções, poeira e alérgenos, além de manter a mucosa hidratada. A prática é eficaz desde que seja feita com a pressão adequada.
2. Mantenha uma boa hidratação
Beber água ao longo do dia evita o ressecamento das vias aéreas e facilita a eliminação de secreções. A hidratação também sustenta as defesas naturais do organismo.
3. Areje os ambientes
Abrir portas e janelas por períodos curtos ajuda a renovar o ar, reduzindo a concentração de vírus, poeira e alérgenos dentro das casas.
4. Lave cobertores e roupas de cama antes de usar
Itens que ficam longos períodos guardados acumulam poeira e ácaros, potenciais gatilhos da rinite alérgica. Travesseiros, colchões, cortinas e tapetes também merecem atenção especial.
5. Evite descongestionantes nasais sem orientação médica
O alívio rápido pode gerar efeito rebote quando o uso é frequente, piorando a obstrução nasal e favorecendo a rinite medicamentosa.
6. Atenção ao ar-condicionado e aos aquecedores
Esses aparelhos podem ressecar as vias respiratórias se usados por longos períodos. Mantenha filtros limpos, evite uso contínuo e preserve a umidade do ambiente sempre que possível.
Crianças também são mais afetadas no inverno. Distribuídas entre 12 e 18 infecções virais por ano, especialmente em creches, elas exigem avaliação médica se a secreção persistir de 10 a 14 dias, houver febre prolongada, dificuldade para respirar ou infecções de ouvido recorrentes.
Para a otorrinolaringologista Elisa Campbell Ferreira, essas medidas simples ajudam a reduzir sintomas, diminuem a necessidade de medicamentos e podem evitar crises recorrentes de sinusite, melhorando a qualidade de vida durante a estação.
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