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Lito Sousa recebe medicamento experimental e está estável

Anúncio foi feito pela esposa, Mila Seidl; Lito é o primeiro a testar substância contra proteína ligada à doença de Creutzfeldt-Jakob

Lito Sousa em sua primeira aparição após diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob. | Reprodução/Redes sociais
Lito Sousa em sua primeira aparição após diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob. | Reprodução/Redes sociais

Em vídeo divulgado no Youtube do canal Aviões e Música, a esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, anunciou que o influenciador recebeu o medicamento experimental ALN-6457 e está estável.

Diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição neurodegenerativa rara e de rápida progressão, Lito foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a receber a substância por meio de um programa de uso compassivo, modalidade destinada a permitir o acesso a tratamentos experimentais em situações graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis.

“Se esse medicamento der certo, ele muda muita coisa. Depois do caso do Lito, muitas farmacêuticas estão interessadas em trazer estudos para o Brasil”, afirmou Mila no vídeo.

“Sobre o remédio, ele é um silenciador, um RNA. A gente vai descobrir agora com o Lito como ele se comporta em humanos. O Lito recebeu a medicação, não teve intercorrências e está estável”, comentou.

O medicamento chegou no Brasil na última sexta-feira (11) em um voo vindo de Nova York e foi liberado pela Receita Federal poucos minutos após o pouso. Em seguida, foi transportado de helicóptero para o Hospital Israelita Albert Einstein, onde Lito está internado.

Segundo informações divulgadas sobre a operação, o deslocamento foi acelerado para evitar perda do potencial terapêutico da substância.

Desenvolvido pela biofarmacêutica norte-americana Regeneron Pharmaceuticals, o ALN-6457 ainda está em estágio anterior ao desenvolvimento clínico e não passou por estudos formais em humanos para o tratamento de doenças causadas por príons – proteínas que assumem uma forma anormal e induzem outras proteínas do cérebro a se deformarem, provocando danos progressivos ao sistema nervoso.

A autorização da Anvisa foi concedida em caráter excepcional após pedido do Hospital Albert Einstein e Lito será o primeiro paciente a receber o ALN-6457 nesse contexto terapêutico.

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