O mal-estar no trabalho é o tema central de uma coluna opinativa que examina como o lugar de trabalho revela as dificuldades da convivência humana. O autor sustenta que, desde 1930, a ideia de que o sofrimento nasce da sociedade continua atual, especialmente no ambiente profissional.
A base teórica é Freud, que aponta três fontes de sofrimento psíquico: o corpo, a natureza e as relações humanas. Entre elas, o terceiro grupo é considerado o mais complexo, pois envolve frustrações, críticas e rejeições entre pessoas com objetivos comummente divergentes.
Segundo o texto, o trabalho reúne pessoas com valores variados, com quem é preciso conviver, cooperar e, por vezes, competir. Essa convivência demanda autocontrole, gestão de frustrações e escolhas de linguagem em situações desafiadoras.
O papel da cultura organizacional é destacado como determinante para o modo como essas relações são vividas. Ambientes que estimulam rivalidades, isolamento e medo tendem a intensificar o mal-estar, enquanto culturas de cooperação e diálogo podem tornar a convivência mais sustentável.
O artigo não promete felicidade plena no trabalho, mas ressalta que a forma de estruturar relações pode reduzir significativamente o sofrimento. A organização, nesse sentido, aparece como ferramenta para evitar que o mal-estar se transforme em adoecimento.
Ao final, o autor lembra que, embora Sartre tenha dito que o inferno são os outros, cada gente também é o outro de alguém, destacando que a convivência é uma via de mão dupla e está sujeita a diversas dinâmicas do cotidiano profissional.
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