O Quênia confirmou nesta terça-feira (6) seu primeiro caso de Ebola. O paciente, um cidadão queniano que tinha viajado da República Democrática do Congo, morreu em Nairóbi.
Com isso, o país se torna o terceiro a registrar um caso ligado à epidemia que atinge o leste do Congo, a segunda maior da história. Uganda contabilizou 20 casos e duas mortes no começo do ano, mas foi declarada livre da doença em agosto.
Segundo o ministro da Saúde do Quênia, Aden Duale, o homem estava doente havia cerca de um mês, antes de deixar o Congo por estrada rumo a Kampala, capital de Uganda. De lá, embarcou em um voo para Nairóbi no sábado (3).
+ Epidemia de Ebola ultrapassa 2 mil mortes na RD Congo
Ao desembarcar no aeroporto internacional da capital queniana, ele passou por triagem sanitária e depois foi levado por um familiar ao Hospital de Nairóbi. Duale contou que o paciente deu entrada com febre, calafrios e sangramento sob a pele e foi isolado rapidamente. Ele morreu na noite de segunda-feira (5).
De acordo com o diretor-geral do Ministério da Saúde, Patrick Amoth, o caso pode ter passado despercebido na triagem do aeroporto por causa de medicamentos que mascararam os sintomas.
Duale garantiu que o Quênia está bem preparado para lidar com casos da doença. “Continuamos a manter, como país, um alto nível de alerta para o Ebola desde que o surto começou em maio”, declarou.
O enterro estava previsto para esta terça, seguindo protocolos para evitar a disseminação do vírus, segundo o ministro.
A transmissão do Ebola ocorre pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, estejam elas vivas ou mortas. Entre os sintomas estão febre, vômito e diarreia. Nos quadros mais graves, a doença provoca hemorragias internas e externas.
+ RD Congo registra mais de 5 mil casos de Ebola, diz governo
O surto no Congo foi declarado em meados de maio, embora possa ter começado meses antes. Mesmo com os esforços de contenção, já são mais de 8 mil infectados e mais de 4 mil mortos.
A epidemia é causada pela Bundibugyo, uma cepa rara do Ebola para a qual não existe vacina nem tratamento de eficácia comprovada.
Entre na conversa da comunidade