O Mercado Livre afirmou nesta terça-feira (13) que começou a vender medicamentos de outras farmácias no e-commerce, colocando em prática o plano de expansão no setor em meio a pedidos de esclarecimento da Anvisa.
Em comunicado à Reuters, a empresa afirmou que o início das operações na cidade de São Paulo cumpre a legislação e as normas sanitárias em vigor. O Mercado Livre não informou quais farmácias vendem na plataforma.
Nesta terça-feira, o site do Mercado Livre mostrava, por exemplo, a venda de medicamentos isentos de prescrição, como dipirona e ibuprofeno, pela Drogaria Nova Esperança, que tem quatro unidades em São Paulo, nos bairros de Vila Pirituba, Pacaembu, Planalto Paulista e Itaim Bibi.
Em setembro, o Mercado Livre anunciou que passaria a incluir farmácias na plataforma a partir deste mês, como parte de uma expansão mais ampla no setor farmacêutico. Dias depois, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu esclarecimentos sobre os planos do Mercado Livre no setor.
Na ocasião, a empresa afirmou que já tinha acordos com três redes de farmácias, mas não divulgou os nomes. A previsão é ter 20 farmácias de redes terceiras em São Paulo até o fim do ano. Além disso, a empresa ampliou as operações de própria farmácia em São Paulo para vender medicamentos com prescrição, como as canetas emagrecedoras.
Uma lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste ano liberou a venda de medicamentos por farmácias em plataformas de comércio eletrônico.
A Anvisa discute uma regulamentação própria sobre o tema. A agência tem afirmado que a normativa vigente “não prevê a figura do marketplace como intermediador de vendas entre farmácias terceiras e consumidores”.
O anúncio da expansão do Mercado Livre no setor farmacêutico provocou queda nas ações de redes de farmácia listadas na B3, como RD Saúde e Pague Menos, diante da perspectiva de mais concorrência.
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