- A morte da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, ocorreu em um acidente no Monte Rijani, na Indonésia, durante uma trilha.
- O incidente gerou críticas à segurança no turismo geológico e destacou a necessidade de mapeamento de riscos em áreas turísticas.
- O corpo de Juliana chegou ao Rio de Janeiro e será velado nesta sexta-feira.
- A geóloga Joana Paula Sanchez apontou a falta de um sistema de gestão de risco geológico em parques brasileiros, embora o estado esteja preparado para emergências.
- Fernando de Noronha é o primeiro local no Brasil a implementar um mapeamento de riscos geológicos, realizado pela equipe de Joana, através do Serviço Geológico do Brasil.
A morte da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, após um acidente no Monte Rijani, na Indonésia, gerou grande comoção e críticas à segurança no turismo geológico. O incidente, que ocorreu durante uma trilha, levantou questões sobre a necessidade de mapeamento de riscos em áreas turísticas. O corpo de Juliana chegou ao Rio de Janeiro na terça-feira e será velado nesta sexta-feira.
A tragédia expôs a falta de um sistema de gestão de risco geológico em parques brasileiros, conforme destacou a geóloga Joana Paula Sanchez. Embora o estado esteja preparado para emergências, a ausência de um mapeamento adequado pode aumentar os acidentes. No Brasil, Fernando de Noronha se destacou como o primeiro local a implementar esse tipo de mapeamento, realizado pela equipe de Joana, através do Serviço Geológico do Brasil.
O turismo geológico, que envolve áreas naturais e geodiversidade, requer cuidados específicos. É fundamental que os visitantes sejam informados sobre as condições do local, como tipo de solo e clima. Atualmente, o Brasil está desenvolvendo normas para regulamentar a segurança nesse setor, com previsão de lançamento ainda este ano. Contudo, essas normas serão recomendações e dependerão da adesão de cada município.
Sistema de Gestão de Risco
O Sistema de Gestão da Segurança, baseado na norma ABNT NBR ISO 21101, oferece uma matriz de níveis de perigo, mas não é obrigatório e não abrange aspectos geológicos. O mapeamento de riscos geológicos, como deslizamentos e quedas de rochas, é essencial para prevenir acidentes. Em Fernando de Noronha, a implementação desse sistema foi um marco, embora tenha enfrentado resistência inicial.
A geóloga Joana enfatiza que a educação é uma ferramenta crucial para a segurança no turismo de aventura. Informar os visitantes sobre os riscos e promover a contratação de guias experientes são passos importantes. Além disso, a experiência de países como Estados Unidos e Austrália pode servir de referência para o Brasil, especialmente no que diz respeito à responsabilidade individual sobre os riscos.
O estado do Rio de Janeiro, com seu histórico de turismo geológico, já recebeu interesse de gestores para o mapeamento de risco em parques, como o Parque Nacional da Tijuca. A conscientização sobre os riscos e a necessidade de um sistema de gestão de risco geológico são passos fundamentais para garantir a segurança de quem visita trilhas e áreas naturais no Brasil.
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