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Pesquisadores criam inteligência artificial para mitigar impactos das chuvas no Rio

Ferramenta de inteligência artificial identifica áreas em risco no Rio e propõe intervenções para mitigar impactos de chuvas extremas.

Alagamento no Estácio em março: consequências de temporais varia de região para região (Foto: Domingos Peixoto)
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  • O Índice de Vulnerabilidade a Chuvas Extremas (IVCE) foi criado no Rio de Janeiro para prever chuvas intensas e mapear áreas de risco.
  • A ferramenta utiliza inteligência artificial e combina dados de estações telemétricas, pluviômetros e radares.
  • Aproximadamente 599 mil domicílios no Rio estão em risco, com 25% em situação de vulnerabilidade muito alta.
  • Regiões como Santa Teresa, Rocinha e Pavão-Pavãozinho têm mais de mil endereços classificados como de risco extremo.
  • A próxima fase do projeto incluirá a geração de mapas de risco dinâmicos e o mapeamento de ilhas de calor.

O aumento de eventos climáticos extremos tem gerado preocupações sobre a vulnerabilidade das áreas urbanas. Em resposta, foi desenvolvido o Índice de Vulnerabilidade a Chuvas Extremas (IVCE) no Rio de Janeiro, uma ferramenta inovadora que utiliza inteligência artificial para prever chuvas intensas e mapear áreas de risco.

Criado pelo grupo de pesquisa RioNowcast+Green, da Universidade Federal Fluminense (UFF), o IVCE foi lançado em abril e combina dados de estações telemétricas, pluviômetros e radares. O objetivo é identificar as regiões mais suscetíveis a deslizamentos e inundações, considerando fatores como localização, infraestrutura e condições socioeconômicas. Dados indicam que aproximadamente 599 mil domicílios no Rio estão em risco, com 25% deles em situação de vulnerabilidade muito alta.

Foco nas Desigualdades Regionais

Regiões como Santa Teresa, Rocinha e Pavão-Pavãozinho apresentam mais de mil endereços classificados como de risco extremo. A coordenadora do projeto, Mariza Ferro, destaca que a administração pública poderá usar o IVCE para planejar intervenções, como a instalação de sirenes de alerta e rotas de fuga. A pesquisa também evidencia que a mesma quantidade de chuva pode ter impactos distintos em áreas com infraestrutura desigual.

A próxima fase do projeto incluirá a geração de mapas de risco dinâmicos com base em previsões meteorológicas em tempo real. Além disso, serão simuladas rotas de fuga e analisada a capacidade de resposta das comunidades. O grupo também iniciará o mapeamento de ilhas de calor, ampliando a compreensão sobre os efeitos das mudanças climáticas na cidade.

Incentivo à Pesquisa Científica

O projeto da UFF está alinhado com o tema do Prêmio Jovem Cientista deste ano, que busca soluções para as mudanças climáticas. Os interessados têm até 31 de julho para se inscrever, com prêmios que variam de R$ 12 mil a R$ 40 mil em diversas categorias. A iniciativa, promovida pelo CNPq em parceria com a Fundação Roberto Marinho, visa incentivar a pesquisa e a inovação em resposta aos desafios ambientais.

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