14 de mai 2025
OMS reduz equipe e operações após cortes de financiamento dos EUA
OMS reduz equipe de gestão pela metade e orçamento em 21%, enfrentando cortes e reestruturações após saída dos EUA.
Donald Trump anunciou a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) no primeiro dia de governo deste ano. (Foto: Dado Ruvic/REUTERS)
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta quarta-feira (14), a redução de sua equipe de gestão pela metade e cortes de 21% no orçamento para os anos de 2026 e 2027. A decisão ocorre após os Estados Unidos anunciarem sua saída da entidade e o corte de financiamento, impactando suas operações. O diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a OMS não pode manter todas as suas atividades diante da nova realidade financeira.
O orçamento reduzido será de US$ 4,2 bilhões (R$ 23,5 bilhões) e dependerá de um aumento nas taxas obrigatórias dos estados-membros, que será discutido na reunião anual da próxima semana. Ghebreyesus destacou que a OMS precisa fazer escolhas difíceis sobre prioridades, uma vez que o corte de US$ 165 milhões (R$ 925,5 milhões) será implementado ainda este ano.
Medidas de Eficiência
Para se adaptar à nova estrutura, a OMS reduzirá seus 76 departamentos para 34 e implementará uma redução de 25% nos custos de pessoal. Entretanto, isso não significa que 25% dos empregos serão eliminados. O diretor-geral enfatizou que a diminuição da força de trabalho implica em uma redução no escopo das atividades da organização.
Além disso, a OMS fechará escritórios em países de alta renda e já iniciou conversas com outros grupos de saúde global para melhorar a colaboração diante dos cortes. A nova equipe de liderança foi reduzida de 14 para 7 pessoas, incluindo Ghebreyesus. As mudanças também envolvem a transferência de Jeremy Farrar para o cargo de diretor-geral assistente e a nomeação de Chikwe Ihekweazu como diretor executivo do programa de emergências de saúde.
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