Os sachês de nicotina, conhecidos como snus, estão começando a entrar ilegalmente no mercado brasileiro. Esses produtos, que contêm nicotina sintética e são oferecidos em diferentes aromas e sabores, são proibidos na União Europeia, exceto na Suécia, e no Reino Unido, embora seu consumo não seja ilegal. Nos Estados Unidos, a FDA autorizou recentemente a […]
Os sachês de nicotina, conhecidos como snus, estão começando a entrar ilegalmente no mercado brasileiro. Esses produtos, que contêm nicotina sintética e são oferecidos em diferentes aromas e sabores, são proibidos na União Europeia, exceto na Suécia, e no Reino Unido, embora seu consumo não seja ilegal. Nos Estados Unidos, a FDA autorizou recentemente a venda do snus. Especialistas alertam que, apesar das promessas de que o snus pode ajudar a abandonar o cigarro, o produto é altamente viciante e aumenta o risco de câncer de boca.
O snus é utilizado colocando-o entre o lábio superior e as gengivas, liberando nicotina que é rapidamente absorvida pela mucosa. Embora a Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul tenha apreendido cerca de 2,2 mil sachês, a comercialização do produto continua, com preços em torno de R$ 139. O uso do snus é tradicional em países nórdicos, onde versões com tabaco foram substituídas por alternativas sintéticas. Dados da Suécia indicam um aumento no uso do snus, especialmente entre mulheres jovens.
Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer (Inca) destacam que o snus não é uma alternativa viável para quem deseja parar de fumar. A nicotina, uma das substâncias mais viciantes, continua presente em altas concentrações no snus, mantendo os usuários dependentes. Alternativas mais seguras, como chicletes e adesivos de nicotina, são recomendadas, pois têm um modo de ação diferente e são reconhecidas pelo Ministério da Saúde.
No Brasil, a venda de snus é ilegal e a Anvisa ainda não regulamentou o produto. Apesar disso, anúncios nas redes sociais promovem sua venda. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte para quem deseja parar de fumar, com ambulatórios disponíveis em várias regiões. O tratamento envolve conscientização sobre os malefícios do tabagismo e estratégias personalizadas, com foco em hábitos e gatilhos que levam ao consumo de nicotina.
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