O tema central deste texto é o que define uma grande safra de vinho. Pelos criterios de Denis Dubourdieu, renomado enólogo da Universidade de Bordeaux, existem seis fatores cruciais. A discussão acompanha a safra de 2016 e o início da colheita no Hemisfério Norte, de Califórnia a Bordeaux e Ningxia, na China.
Dubourdieu estabeleceu que três condições garantem um vinho bom, quatro para muito bom e todas as cinco para excelente. A sexta condição funciona como ressalva: o custo elevado das operações é decisivo para a viabilidade de uma grande safra.
Critérios para uma safra excelente
1) Floração precoce e rápida, fecundação adequada, resultando em rendimento estável e amadurecimento uniforme.
2) Estresse hídrico suficiente no pegamento para limitar o tamanho das uvas jovens e definir o conteúdo tannico.
3) Término do crescimento vegetativo antes da mudança de cor, permitindo que a força das raízes vá para as uvas.
Continuidade da maturação
4) Maturação completa das uvas, com funcionamento ótimo do canope (folhas) até a colheita, sem crescimento vegetativo adicional.
5) Clima favorável durante a safra, sem diluição ou podridão, assegurando amadurecimento de variedades de colheita tardia.
Custo e prática na vinha
6) Existe ainda um quinto elemento não dito claramente: o custo. Grandes safras exigem operações manuais e técnicas dispendiosas, o que torna o cenário desafiador para produtores menores.
Observações de mercado e prática
A aplicação prática envolve decisões como poda, desfolha e manejo de cachos, que aumentam significativamente o investimento em viticultura. Em safras anteriores, algumas propriedades dedicaram grande parte da produção a vinhos de maior prestígio, reduzindo volumes de vinhos mais simples.
Contexto da safra 2016
A temporada de 2016 mobilizou regiões de prestígio como Bordeaux, Napa Valley, Mendoza e a Península de Douro. A reportagem destaca que o início da colheita ocorreu com expectativas altas, apesar de riscos climáticos típicos de cada região.
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