O depósito em garrafas de vinho pode ocorrer em diferentes tipos de vinho, tanto tintos quanto brancos, e em safras jovens ou antigas. Em alguns casos, o depósito até é degustável, sem comprometer a bebida.
Quando o depósito é composto por cristais brancos, trata-se de bitartrato de potássio, resultado da precipitação do ácido tartrico em forma cristalina. Presente naturalmente no vinho, ele aparece em temperaturas abaixo de -5 °C.
Essa formação pode ocorrer em qualquer vinho, sendo mais visível em brancos. Esses cristais não afetam a saúde nem o sabor da bebida. Em vinhos jovens tintos não filtrados, pode haver um leve depósito de cor marrom-avermelhada.
Em vinhos tintos com vinte anos ou mais, podem surgir depósitos de plaquetas escuras. A cor do vinho tende a clarear e assumir tons que se aproximam do brick, marrom ou âmbar. O depósito fica ao longo do lado da garrafa quando armazenada deitada.
Para remover o depósito, recomenda-se um decantamento suave. Primeiro, a garrafa deve ficar em pé em local fresco para sedimentar por horas. Depois, abre-se com cuidado, removendo a cápsula e, se necessário, usando um saca-rolhas.
O vinho é vertido lentamente para uma carrafa, aproveitando a claridade sob iluminação intensa para evitar o sedimento. O processo deve parar quando o depósito chega ao ombro da garrafa. A carafe deve ser tampada para evitar oxidação em vinhos mais velhos.
Receba o líquido com delicadeza e observe a evolução do sedimento. Em alguns casos, pode-se retomar o serviço após uma breve pausa para extrair mais do precioso líquido. O depósito, embora visualmente menos atraente, pode ter sabor agradável em determinadas situações.
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