Na Nakuru County, no Quénia, moradores da comunidade Ogiek trabalham ao lado de guardas rurais do Kenya Forest Service para reabilitar trechos degradados do Mau Forest. A ação, iniciada após conflitos históricos pela conservação, tem como objetivo recuperar o ecossistema e garantir água para milhões.
A área devastada atingiu cerca de 900 mil hectares em 2018, segundo Julius Kamau, diretor do KFS. O Mau Forest, com 455 mil hectares, é a maior área florestal do país e fonte de ao menos 17 rios permanentes que cruzam fronteiras.
A parceria envolve o Ogiek Peoples’ Development Program e rangers do KFS. Os voluntários, distribuídos em equipes de 18, atuam em blocos como Marioshoni, Logoman, Kiptunga e Neisuiet, protegendo áreas de espécies ameaçadas, como a madeira de condomínio africano.
Abordagem biocultural
A iniciativa utiliza práticas culturais para promover a conservação. A educação comunitária enfatiza a proteção de santuários naturais, como grandes figueiras sagradas, fundamentais para o engajamento das famílias na reflorestação.
Desde 2018, os voluntários plantaram mais de 60 mil árvores nativas em quatro blocos. Espécies como junípero africano e a oliveira nativa estão entre as plantadas para atrair abelhas e apoiar a apicultura, atividade tradicional Ogiek.
O KFS disponibiliza mudas, treinamento de viveiro e supervisão, resultando em 18 viveiros implantados no Mau. A cooperação também incentiva o ecoturismo, com visitantes plantando árvores durante as visitas.
Consolidação e desafios
A colaboração reduziu desmatamento, queimadas e extração ilegal de madeira. A presença dos protetores ocorre de forma não violenta; eles alertam as autoridades quando irregularidades são observadas, mantendo o marco legal.
Para proteger a área, foi erguida uma cerca elétrica ao redor das bordas do Mau. Partes da cerca foram danificadas por invasores, e as seções danificadas estão sendo reparadas para evitar novos acessos ilegais.
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