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PF combate fraudes financeiras e lavagem de dinheiro na Operação Fantasos

Polícia Federal avança na Operação Fantasos, desmantelando fraudes com criptoativos e sequestrando até R$ 1,5 bilhão em bens.

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A Polícia Federal iniciou, nesta terça-feira, a segunda fase da Operação Fantasos, visando desmantelar esquemas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo criptoativos. A ação abrange mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Rio de Janeiro, Niterói, Petrópolis e Duque de Caxias. Além disso, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 1,5 bilhão.

O principal alvo da operação é Douver Torres Braga, de 48 anos, que foi extraditado dos Estados Unidos após ser preso na Suíça. Braga é acusado de liderar um esquema Ponzi internacional por meio da empresa Trade Coin Club, que arrecadou mais de 295 milhões de dólares entre 2016 e 2018, enganando milhares de investidores. As vítimas eram atraídas com promessas de rendimentos de 11% ao mês através de um suposto “robô de microtransações massivas”.

Detalhes da Operação

A primeira fase da operação, realizada em abril, resultou na apreensão de diversos bens, incluindo veículos de luxo e criptomoedas. Os mandados cumpridos nesta terça-feira foram direcionados a indivíduos identificados durante as investigações iniciais. A PF busca coletar provas adicionais e identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

Braga, que já havia sido condenado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, retornou ao Brasil após o colapso de seu esquema. Ele continuou a aplicar golpes semelhantes, utilizando empresas de fachada e parcerias com empresários locais para lavar ativos ilícitos. Natural de Petrópolis, Braga começou sua carreira vendendo equipamentos de som e, em 2016, fundou a Trade Coin Club, prometendo lucros exorbitantes a investidores.

Impacto e Consequências

As investigações revelaram que, ao tentar resgatar seus investimentos em Bitcoin, os investidores recebiam Tcoin, uma moeda desvalorizada. A PF destaca que a operação é crucial para a recuperação de bens adquiridos com os lucros das fraudes e para a responsabilização dos envolvidos. A continuidade das investigações pode levar a novas prisões e à desarticulação de redes de crimes financeiros no Brasil.

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