Em Java, Indonésia, a conservação enfrenta o desafio de unir áreas florestais fragmentadas. O foco é o Javan gibbon (Hylobates moloch), cuja população selvagem é estimada em cerca de 4 mil indivíduos e vem encolhendo com o desmatamento e a caça.
A ONG local SwaraOwa atua conectando bosques por meio de corredores florestais. Esses trechos de árvores nativas ligam blocos isolados, permitindo que os gibbons se desloquem entre áreas maiores e se aproximem de outras populações.
A iniciativa acontece principalmente em Mendolo, distrito de Java Central, onde a floresta está cercada por atividades humanas. Governos locais costumam promover atividades de reflorestamento como parte de planos de conservação regional.
Conservação comunitária em Mendolo
Jovens agricultores lideram o reflorestamento com mudas nativas para criar corredores-chave entre florestas. Em 2023, iniciaram cultivo de pucung (Pangium edule) e já plantaram cerca de 500 árvores; a meta é chegar a 800 em dois anos.
O projeto contempla plantio de árvores nativas ao longo de margens de rios, abrindo habitat e contribuindo para a conservação da água e a prevenção de deslizamentos. Os voluntários destacam o papel das comunidades locais.
Dados de 2023 indicam cerca de 1.000 indivíduos na área estudada, com melhora em comparação a uma década atrás, quando a população local era estimada em 800. A tendência sugere ganhos, mas reforça a necessidade de proteção contínua.
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