Nesta quinta-feira, 26 de outubro, o bitcoin é negociado a US$ 107.104, apresentando uma leve queda de 0,1% nas últimas 24 horas. A criptomoeda, que recentemente superou a marca de US$ 107 mil, continua a atrair interesse tanto de investidores de varejo quanto institucionais, impulsionada por entradas recordes em ETFs.
A dominância do bitcoin atingiu 66%, o maior nível desde 2021, refletindo uma clara preferência dos investidores por segurança em relação a altcoins. Especialistas destacam que o ambiente macroeconômico atual favorece a criptomoeda, que se aproxima de sua máxima histórica anterior, em US$ 112 mil.
Ana de Mattos, analista técnica da Ripio, observa que, apesar da pressão compradora, a força desse movimento está se exaurindo. “Os suportes de curto e médio prazo estão nas áreas de US$ 105.500 e US$ 94.700“, afirma. A analista também aponta que o preço pode buscar resistências em US$ 109.300 e US$ 111.230.
Fluxos Institucionais e ETFs
Os ETFs de bitcoin nos EUA registraram 12 dias consecutivos de entradas líquidas, totalizando US$ 48,4 bilhões desde janeiro, com quase US$ 4 bilhões apenas em junho. Guilherme Prado, country manager da Bitget no Brasil, destaca que essa recuperação é impulsionada por um ambiente macroeconômico mais favorável e pela redução da volatilidade geopolítica após o cessar-fogo no Oriente Médio.
No aspecto técnico, o bitcoin está consolidado entre US$ 106.000 e US$ 108.000, com um viés de alta se mantido acima de US$ 105.000. O vencimento de opções de US$ 20 bilhões previsto para amanhã pode intensificar movimentos bruscos no mercado. “Um rompimento acima de US$ 109.000 pode liberar espaço para um rali até US$ 146.000 até o final de 2025″, acrescenta Prado.
Os investidores permanecem atentos a eventos futuros que podem impactar a volatilidade do mercado, especialmente as declarações de Jerome Powell, que podem recalibrar as expectativas de política monetária nos EUA.
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